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13 | PLANO B – LIVRO 01 (CASTELO DE VIDRO)

“Entra”
Disse novamente ao índio deixando-o entrar para de novo procurar o livro.

“Você gosta dele não é? ”
Perguntou Marlon o índio.

“Que absurdo. Não seja ridículo ”

“No fundo você gosta sim”

“Não. Não gosto. O sangue é exceção ”

“Está pronta? ”

“Sim”
Respondi. Ele colocou um pouco do sangue de Jack a um copo e jogou algumas folhas que de longe me deu ânsia de vômito.

“O que é isto? ”
Perguntei enjoada.

“Verbena. Vai te ajudar a controlar. No início vai ser muito difícil. Vai querer colocar para fora mas você tem que ser forte. ”
Olhei para o copo e olhei para Marlon. Balancei a cabeça negativamente e sem pensar duas vezes coloquei um pouco na minha boca. No mesmo instante quis colocar para fora mas Marlon segurou minha boca como uma mãe segura a do seu filho na hora do remédio. Foi assim nós primeiros goles. Depois eu ainda queria vomitar mas não precisava tanto da ajuda dele. Tossi diversas vezes, o sangue parecia estar engasgado em minha garganta. Tossi muito, fiquei sem ar e pensei por um instante que morreria. Até que cai ao chão, sentia me fraca, Marlon me pegou ao colo e me levou para fora para tomar um ar. Me pôs sentada em uma cadeira.

“Tem algo errado ”
Disse ele.

“O que está errado? ”
Perguntei sem voz por conta da fraqueza. Estava suando, com o vestido então.

“Geralmente eles tomam tudo, já você não chegou nem na metade. É como se você já tivesse se alimentado. Pra você está mais difícil. ”

Eu não podia mais mentir, eu matei muitas pessoas e cedo ou tarde ele descobriria. Mas tudo seria em vão.

“Tem sim um problema. Eu fui diagnosticada a pouco tempo com leucemia, me encontro perdida, fraca, sem rumo”

“Você devia ter me falado antes, poderia ter morrido. ”

“Não importo. ”

“Está tentando se matar? ”
Perguntou ele, pobre coitado pensava mesmo que não me importava com a minha vida, que era apenas uma garota frágil e delicada perdida.

“Eu não quero ser isto”

“Nós vamos dar um jeito. Eu prometo”
Eu não sei como mas, por um instante senti que aquele índio queria me ajudar de todas as formas possíveis e eu estava dando brecha a isso.


Mais tarde Jack bateu na porta da minha casa, entrou logo me beijando

Mais tarde Jack bateu na porta da minha casa, entrou logo me beijando. Um beijo intenso e longo, muito bom, depois que tomei a primeira dose senti menos o cheiro do seu sangue. O índio nos pegou de surpresa.

“Quem é ele? ”
Perguntou logo Jack.

“É um amigo da minha mãe. Ele está me ajudando. ”
Menti.

“Ajudando em que? ”

“Na investigação do”

“Marta morreu de uma forma literalmente estranha. Éramos amigos, sei que há algo errado aqui, nos unimos para descobrir”
Completou o índio.

“Se tem algo errado aqui, este algo se chama Thomas. ”
Disse Jack.

“Vou deixa -los a sós. Amanhã partiremos para o plano B”
Disse Marlon saindo.


Finalmente a sós novamente Jack me beijou. Antigamente eu deixava eu cedia por que Dodge me manipulava, tambem gostava do cheiro do seu sangue, mas agora nada justificava aquilo. Interrompi o beijo, não podia ama-lo, não podia encontrar motivos para isto.

“Saía daqui”

“O que? ”

“Não podemos. Não podemos ficar juntos. ”

“Por que está dizendo isto? ”

“Por que eu não gosto de você. ”
Menti.

“Vitoria? ”

“Gosto do Dodge. ”
Ele saiu confuso.


No outro dia Marlon apareceu e eu pude entender o plano B. Andar no sol. Ele trouxe algumas coisas na qual não sabia o que era. Um amuleto, um livro de feitiços, velas e uma mulher na qual não conhecia. Uma ruiva, muito bela e não parecia ser da tribo, não se vestia como tal, usava roupas chiques e elegantes, botas aos pés, calças coladas e blusa com decote. Uma maquiagem impecável combinava com seus olhos verdes e sua pele branquinha como a neve.

“Está é Jeane. Ela vai lhe ajudar com o feitiço do sol”
Ela estendeu a mão e eu apertei. É só o que me lembro.


Acordei no meio do nada. Na floresta embaixo do sol. Os dois me observava.
Ela disse algo que não entendi.

“Obrigado”
Respondeu Marlon.

“Bem. Vou indo. Amanhã continuo às buscas. ”
Disse Marlon despedindo.

“Obrigado”
Agradeci.

Não tinha este hábito mas andar no sol era tudo o que eu desejava e ele me ajudou.


A noite logo chegou, estava em cima de uma árvore quando senti o cheiro de Jack. Ele vinha pela rua. Ouve um barulho. Logo em seguida gritos. Corri ao local e vi Jack ao chão, ao lado Dodge junto com dois outros vampiros e a bruxa que me ajudará mais cedo, a ruiva.

“O que? ”
Perguntei e Dodge olhou para mim furioso.

“Olhe quem chegou para o jantar”


https://www.wattpad.com/story/48396079-cidade-para-vampiros-livro-01-vit%C3%B3ria

Continua…

” Oi gente!!! Bem com vocês? Se gostaram do capítulo deixe seus votos ou comentários *** grata ♡♡♡”

Diga não ao plágio!
Lei 9. 610

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