Aly | 03 | Cidade Para Vampiros

Sumário

01 | Descobertas. 3

02 | Fogo. 9

03 | De acordo. 13

04 | Procurada. 19

05 | Zero ponto zero. 25

06 | Cem por cento. 27

07 | Totó. 31

08 | Descendente. 35

09 | Tentar. 41

10 | Aly. 49

11 | Chama-se superação. 53

12 | Coroa. 57

13 | Monstro. 63

Epílogo. 70

 


01 | Descobertas

 

“Olhem a princesinha chegou!”

Disse uma garota alta ruiva muito linda, usava óculos que a deixava ainda mais bonita. Estavam na escola na quadra para a aula de educação física.

 

“Foi assim que o professor a chamou!”

Disse outra garota também muito bonita cabelos curtos negros, usava saia curtas e blusas bem decotadas.

 

“Vejam a princesinha vai jogar futebol, o que mais você gosta de fazer, a barba? Vestir roupas grandes?”

Disse uma terceira garota, loira com cabelos Grandes e olhos castanhos, parecia ser a líder do grupo.

 

“São as roupas do seu irmão? Vai lá ficar com seus amiguinhos machos.”

Disse a primeira garota empurrando Aly uma garota simples, usava roupas diferentes, blusas grandes por ser masculino, um hall star Velho e sujo, calça pretas desbotadas de tão desgastadas, seu cabelo era enorme e lindo estava partido em duas tranças, em sua cabeça uma capa cor vinho na cabeça.

 

“É só para isto que garotas como você é útil, apenas no futebol.”

Empurrou a segunda garota.

 

“Você está no lugar errado Aly, é melhor ir embora.”

Disse a terceira garota também a empurrando.

 

“Parem!”

Disse Aly.

 

“Ora princesa o que vai fazer?”

Disse a terceira garota puxando a capa da cabeça de Aly.

 

“Eu disse para parar!”

Gritou Aly, der repente um círculo de fogo se formou ao redor das garotas separando elas de todos.

 

“O que ela está fazendo?”

Perguntou um aluno com uma multidão logo atrás curioso.

 

“O que é isso?”

Gritou uma das garotas presa ao círculo. Der repente mais fogo.

“Me entregue isto!”

Pediu Aly andando até as garotas. Elas com medo entregaram a capa.

Agora no campo onde estavam alunos começaram a correr desesperados, pois viram a escola também começar a se queimar.

 

Preocupada Aly olhou suas mãos que estavam trêmulas. Olhou para seus cabelos que agora estavam ruivos. Ela não sabia, mas seus olhos também estavam vermelhos.

 

“O que está acontecendo comigo?”

Perguntou para si. Uma grande confusão começou ali, alunos correndo procurando a saída e Aly preocupada e confusa.

 


 

Em cima de uma árvore, Jack beijava intensamente Vitória, estavam apaixonados se amavam. Depois de tantos acontecimentos ruins o amor deles ainda estava intacto, sobreviveram a vários ataques de vampiros, lobos e bruxas, e tudo isto ainda parecia não ter acabado, a porção e o livro estava em mãos erradas, logo eles construiria um Castelo e se tornaria as criaturas mais perigosas e poderosas de toda a terra. Abraçada com Jack, ela imaginou tudo o que havia vivenciado até ali e se perguntava se aquele pesadelo um dia teria fim, mas não, tudo estava apenas começando.

 

“Olha o que você fez você a matou!”

Gritava Jack desesperado. Estava noite e frio, estavam na rua e Vitória estava confusa sem entender.

 

“O que?”

 

“Você a matou! Eu te odeio!”

Gritou ainda mais ele.

 

“Jack?”

 

“Vitória você é um monstro!”

Gritou ele, ela fechou os olhos apertando bem forte e abriu.

 

Estavam no mesmo lugar, na árvore, ela estava pálida e confusa. Sonhou acordada ou foi apenas uma visão do futuro?

 

“Está bem? Parece pálida!”

Perguntou Jack preocupado.

 

“Vamos ficar bem”

Disse Vitória o abraçando novamente.

 


 

“Disse que tínhamos que conversar”

“Perguntou Bruno a Aly”

 

“Sim”

 

“Pelo jeito é algo sério”

 

“É sim”

Disse Aly olhando para os olhos dele.

 

“Lembra-se do que aconteceu no dia 02 de dezembro de 2012?”

 

“Lembro sim. Fomos a uma festa, a propósito você bebeu muito. Tive que te carregar, foi uma noite boa.”

 

“Lembra o que houve depois?”

 

“Dormimos juntos”

 

“Pois é, está aí o resultado desta noite. Eu estou grávida”.

 


 

02 | Fogo

 

Andando de um lado para o outro, enquanto Jack estava adormecido na cama, ela Vitória pensativa com o que havia acontecido mais cedo.

 

“Eu não sou um monstro, não vou ser nunca”.

Cochichava para si andando de um lado para o outro.

 


 

Narrador: Aly

 

-Apos aquele dia difícil, dizer a verdade a Bruno e a confusão na escola, fui correndo para casa, mas cheguei um pouco tarde demais. Não havia mais nada ali, tudo estava ao chão, tudo tinha sido queimado.

 

“Mamãe!”

Cochichei baixinho ainda não acreditando. Fechei os olhos e abri, não era um pesadelo.

 

“Maaaaaae!”

Gritei correndo ate a casa que estava ao chão.

 

“Mae, não, mãe, eu não fiz isto, não fui eu, não, mamãe, por favor!”

Gritei apavorada tirando alguns destroços do chão procurando por ela. Os vizinhos vieram e me cataram, estava descontrolada, esperneando ao chão, queria apenas ver ela.

 

“Não, ela não esta morta, eu não fiz isto, não é real, não pode ser”.

Gritava esperneando, vários homens me segurou para min se controlar. Lutei ate cair ao chão, novamente fogo traçou o meu caminho me separando de todos ali, fiz um circulo ao redor da casa, procurei e procurei qualquer pista, procurei por ela. Apos muita insistência, fiquei ainda mais aflita, com muita raiva gritei, o fogo aumentou atingindo as casas vizinhas, os moradores saíram dali correndo. Fiquei a procurar por ela nos destroços do chão.

 

Um carro de bombeiro chegou ao local, jogaram agua com a mangueira me afogando, cai ao chão tossindo  fumaça persistiu em ficar acordada, mas era tarde, a água apagou meu fogo é só o que me lembro.

 


 

“Esta bem Vitória já chega, você me deve explicações.”

Disse Jack bravo aproximando-se de Vitória.

 

“Vamos me diz!”

Gritou ele empurrando e encostando-se A na parede, ficaram com o rosto bem próximo, ela podia sentir a respiração dele fluir um pouco mais rápido por causa do nervosismo, vinha como consequência o sangue quente que pairava no ar fazendo Vitória ficar sem folego e com muita vontade de mordê-lo, respirou lentamente fechando os olhos. Ele usava uma blusa polo Preto, ela puxou a gola para que tampasse seu pescoço, o desejo de matá-lo ainda estava ali presente.

 

“Diz, por favor,”.

Disse Jack beijando-a, com muita dificuldade ela retribuiu. Sentiu o cheiro ficar mais forte e afastou correndo como um vampiro.

 

“Eu vou embora”

Disse ela.

 

“Por quê?”

 

“Não podemos ficar juntos, é perigoso, não quero que se machuque, vai ser melhor assim. Eu vou Jack.”

Disse Vitória decidida.

 

Eles ficaram em silêncio por um tempo.

 

“Esta bem”

Ele afastou abalado, ela saiu dali deixando-o magoado, mas sabendo que estava fazendo a escolha certa.

 


 

No dia seguinte Vitória foi despedir-se de Jack.

 

“Era melhor nem ter vindo.”

Disse ele abatido, seus olhos pareciam cansados por causa do choro.

 

“Vim entregar isto.”

Ela entregou um colar com um pigmente de coração, era lindo, dentro do coração bem escondido havia bastante verbena.

 

“Adeus Jack”

Disse ela entregando o colar em suas mãos e apertando forte. Saiu sem olhar para trás.

 

Ao chegar a casa viu sua mãe que já estava a sua espera.

 

“Olá mamãe!”

 

“Sabia que viria. Entre!”

 


 


03 | De acordo

 

“Eu te transformar?”

Perguntou Dodge rindo dando muitas gargalhadas.

 

“Eu morder você e te transformar?”

Perguntou ele a Jack zombando, ria muito alto, segurava um copo de bebida em uma mão.

 

“Sim você me transformar”

Repetiu Jack.

 

Dodge continuou a rir.

“Já pensou em virar humorista, você é engraçado”.

 

“Por favor. Sabemos que a mãe de Vitória não é alguém do bem”.

 

“Bom argumento. Existem duas formas de trazer Vitória aqui. A primeira é te transformando e a segunda, bem.”

 


 

Foi jogado no buraco, Dodge o jogou no buraco e num instante Vitória apareceu, correu até próximo a ele, iam se bater.

 

“Pare!”

Gritou Dodge.

 

Ela continuou a correr, cruzou os braços e abaixou, uma grande quantidade de água saiu de seus braços jogando Dodge bem longe próximo a uma árvore. Ele levantou-se molhado.

 

“Olá Dodge.”

 

Ela caminhou até Jack e o ajudou enquanto Dodge se recuperava tossindo toda água para fora.

 

“Olá princesa”

Respondeu Dodge.

 

“Tchau Dodge”

Respondeu Vitória, algo ultrapassou a barriga De Dodge, era uma estaca. Ele ficou sem ar e caiu ao chão, foi então que Jack viu ali um homem alto e forte com cabelos e olhos negros, seu corpo esbelto, usava jeans Preto e uma blusa de manga longa Preta com uma gola em V, ele era muito lindo, era um príncipe.

 

“Apresento meu novo Príncipe, David”.

Disse Vitória.

 

“Príncipe?”

Perguntou Jack e Dodge ao mesmo tempo.

 

“Sim. Mamãe rainha, eu princesa, ele Príncipe. Chamaram-me até aqui. Desejam algo?”

Perguntou Vitória dócil. Estava linda com o mesmo vestido Preto, luvas e botas pretas e um colar fixo ao pescoço, seus longos cabelos negros ela o tocava diversas vezes, jogava-o para trás e camadas eram expostas fazendo Jack admirar-se com tanta perfeição e beleza.

 

“Sim. Ele está com saudades.”

Disse Dodge.

 

“Perdi tempo. Vamos amor?”

Chamou Vitória.

 

“Partiu”

Disse David, e então foram embora correndo.

 


 

Narrador: Aly

 

-Abri os olhos e vi Bruno em minha frente.

 

“Oi”

Disse ele.

 

“Oi”

Respondi checando a cabeça que doía muito.

 

“Está bem?”

 

“Estou confusa.”

 

“Aly temos que sair daqui. Estão procurando por você. Veja.”

 

  • Bruno me mostrou uma reportagem no jornal. ‘Garota pega fogo misteriosamente, procurada. ‘

 

“Pra onde vou?”

 

“Vem comigo”

 

Assenti com a cabeça.

 


 

“Oh finalmente chegaram, tenho boas notícias. O Castelo esta pronto, mas algo saiu errado. Como eu já esperava a porção que Dodge entregou a eles é falsa, ou seja, o garoto provavelmente esta com ela, Vitória missão para você.”

Disse a mãe de Vitória. Estava vestido impecável, um vestido vermelho longo e saltos altos, cabelos negros e longos igual de Vitória.

 

“Sim, de acordo.”

 

“Quanto a você David, veja.”

A mãe de Vitória mostrou o jornal.

 

“Garota pega fogo misteriosamente.”

Disse ele.

 

“Isto, sabe o que significa? Bruxa. Um objeto valioso de uma bruxa pode substituir a porção e assim teremos parte no Castelo.”

Explicou ela.

 

“Não, ela não é uma bruxa, ela é minha prima.”

Disse Vitória.

 

“Vamos descobrir filha. Não se preocupe não iremos machuca-la. Ou prefere que eu de um fim no seu namorado.”

 

“Deixe que eu vá atrás dela.”

 

“Não! Você irá até Dodge”.

Gritou a mãe.

 

“Não é necessário. Temos a bruxa.”

 

“Preciso de um plano B se algo falhar.”

Respondeu a mãe.

 

“De acordo.”

Respondeu Vitória preocupada.

 


 


04 | Procurada

 

Narrador: Aly

 

-Cheguei à casa de Bruno, ele morava só, isto facilitava muito para min.

 

“Entre”

Ele convidou.

 

-Entrei e me senti um pouco melhor. Mas ainda estava confusa com tudo, não sabia nem como explicar a ele toda a situação. Sentei no sofá, não tinha nada comigo, pois tudo havia pegado fogo, Bruno puxou uma cadeira e sentou em frente à min. Olhou bem nos meus olhos e segurou minhas mãos. Ele sempre me deixava nervosa. Abaixei a cabeça escondendo a timidez, mordi os lábios e aguardei ele falar.

 

“Eu amo você.”

 

“Como pode amar alguém bizarra como eu?”

 

“Você não é isto”

 

“Olhe para min, olha o que me tornei, sou um monstro, machuquei pessoas.”

 

“Não. Eu não ligo você só está um pouco descontrolada. Olhe eu pesquisei e vi que há uma possibilidade de você ser uma bruxa.”

 

“Uma bruxa.”

Aly riu preocupada.

 

“Aly, bruxas não são como em contos de fadas, na vida real tudo e diferente. Você vai ficar bem. Você tem que me prometer isto. Eu amo muito você e não quero te perder, teremos uns filhos, seremos uma família. Estou muito feliz por isto. Vai dar tudo certo.”

Ele a beijou, seus cabelos num instante ficaram vermelhos.

 

“Seu cabelo.”

Disse ele assustado.

 

“Está acontecendo de novo.”

Disse Aly preocupada, levantou e viu fogo em suas mãos.

 

“Bruno me ajuda eu não sei o que faço.”

 

“Respire e acalme-se.”

 

Mesmo sabendo que não daria certo Aly tentou, fechou os olhos e respiraram, suas roupas pegaram fogo.

 

“Bruno!”

Gritou Aly em desespero.

 

“Aly eu te amo, você consegue. Tenta se controlar”.

 

O fogo percorreu o corpo inteiro de Aly, ela fechou os olhos e num instante parou. Tornou a abrir os olhos, mas suas vistas ainda pareciam escuras, suas pernas ficaram fracas, ela caiu nos braços de Bruno, ele ao perceber correu e a segurou.

 


 

Ao chegar ao campo Vitória foi até seu lugar preferido, algo passou em sua cabeça, estava caindo da árvore, antes de acontecer ela pulou e avistou Marlon.

 

“Como sabia?”

 

“É uma das minhas novas habilidades”

 

“Como esta?”

 

“Fugindo e aprendendo. Más notícias, o Castelo esta pronto”.

 

“Está não”

Disse Marlon.

 

“Felizmente nada deu certo, a porção não funcionou.”

 

“Dodge?”

 

“Eu não sei. Se Dodge estivesse mesmo com a porção em mãos ele tentaria fazer algo, ele pode hipnotizar qualquer garota e a chamar de princesa.”

Explicou Vitória.

 

“Não se ele te amar.”

 

“Ele não sabe o que significa isto. Além disso, é tolo. Estou ligada a um imprinting. Voltando ao assunto, mamãe acha que um objeto muito valioso de uma bruxa pode substituir a porção, e minha prima Aly”.

Vitória abriu o jornal mostrando.

 

“Provavelmente é uma bruxa”

Completou-a.

 

“O que faremos?”

 

“Vou pedir a Dodge a porção.”

 


 

“Olá princesa, o que quer?”

Perguntou Dodge.

 

“A porção.”

 

Dodge riu.

 

“Se estivesse comigo eu já seria Príncipe.”

 

“Entregou mesmo a eles?”

 

“Por que eu entregaria a você algo tão valioso?”

Perguntou Dodge.

 

“Afinal por que ainda não tirou proveito disso?”

 

“Por que você o ama.”

 

“Dodge precisamos acabar com isto. Além disso, mamãe já arrumou outra forma de substituir a Porcão.”

 

“Como pretende dar fim nisso? Afinal se existe outras formas de fazer um Castelo minha porção é inútil.”

 

“Eles acham que Aly é uma bruxa.”

Vitória mostrou o jornal.

 

“Quer que eu salve a vida da sua priminha?”

 

“Ou então eu a chamo aqui peço que ela te machuque até me entregar a porção.”

 

“Vou tentar pelo jeito difícil mesmo. Chame-a.”

Ameaçou Dodge.

 


 

No campo de futebol próximo a casa da mãe de Vitória.

 

“Queria falar comigo?”

Perguntou David. Ele chegou por trás e tocou nos cabelos negros de Vitória.

 

“Sim, preciso de dois favores.”

 

“O que você quiser Princesa.”

 

“Pode apagar a memória de uma pessoa?”

 

David o garoto bonito olhou nos olhos dela desconfiado.

 


 


05 | Zero ponto zero

 

Narrador: Aly

 

-Estava de manha quando decidir ir ao hospital ver como minha filha estava apesar dos riscos eu persisti, enquanto Bruno estava no trabalho fui fazer as consultas. Até então estava tudo tranquilo, estava usando uma touca e óculos escuros para disfarçar. A touca em minha cabeça era a única lembrança da minha mãe, me recordei ao colocar em minha cabeça, mas ao mesmo tempo me senti mais forte. Entrei na sala do consultório e aguardei o doutor. Ele demorou alguns instantes, fiquei apenas a observar a sala branca, a mesinha de madeira e algumas canetas e folhas ali.

 

“Olá, desculpe o atraso.”

Disse o doutor entrando. Apertei forte sua mão.

 

“Não há problema.”

 

“Aconteceu um imprevisto o Doutor Gian não veio e resolvi cuidar dos pacientes dele, acabei de visitar uma garotinha, está muito mal, está frienta, estamos buscando meios de aquecê-la, mas parece que foi atingida por uma chuva de neve, nada está dando certo, mas vamos ao que interessa…”.

 

-Apos a consulta fiquei a pensar na garotinha, decidi então procurar, perguntei a recepcionista onde estava os pacientes do doutor Gian, a moça me mostrou e então chequei sala por sala, até que encontrei uma garotinha linda, uma criança de pele morena e cabelos ondulados, estava deitada na cama bem embrulhada. Aproximei e vi seus lábios roxos, seu queixo batia com todo o frio.

 

“Oi”

Disse mas ela não respondeu, não conseguiu estava muito fraca para dizer qualquer palavra. Abaixei, fiquei mais próxima da garota que estava tremendo muito, ergui minha mão e toquei em seu cabelo bem de leve, senti o frio nos fios, passei a mão em sua cabeça com total delicadeza e fechei os olhos, senti minha cabeça esquentar, provavelmente meus cabelos estavam ruivos há esta hora, continuei com os olhos fechados e um silêncio percorreu a sala, abri os olhos e a garota não estava mais tremendo, ela estava bem. Levantou-se e sentou-se. Antes de ela pronunciar qualquer palavra alguém abriu a porta e acertou um tiro em minha barriga, lembrei-me do meu filho, toquei e vi sangue em minhas mãos, meus olhos encheram-se de lágrimas, a dor cresceu dentro de min, minhas pernas ficaram fracas, cai ajoelhada, alguém por trás pegou meus braços e me algemou, é só o que me lembro.

 


 

Bem de manha, estava frio e Vitória bateu na porta da casa de Jack.

 

“Olá Jack. Vim te visitar”.

 

Ele saiu.

 

“Surpresa.”

Disse David tocando em sua cabeça fazendo-o cair.

 


 


06 | Cem por cento

 

Narrador: Aly

 

-Acordei no hospital, Bruno segurava minha mão firme, e já esperava ouvir o previsto.

 

“Eu sinto muito”

Disse ele.

 

“Temos que fugir.”

 

“Não dá estamos cercados. Há mais de 30 carros de ambulância ali fora a sua espera.”

 

Aly correu até a janela e observaram, eles estavam preparados para o incêndio.

 


 

“Risquei Jack da nossa lista, ele está seguro, não vai mais atrapalhar, vamos para o passo seguinte, conseguir a porção, primeiro precisamos de Aly aqui.”

Explicou Vitória a Isa e Marlon.

 

“Está bem.”

Disse Marlon. O celular de Vitória tocou.

 

“Alo”

 

“Acho que vou fazer um lanchinho. Por que apagou a memória dele?”

Disse Dodge ao telefone, num instante Vitoria sumiu, correu até a praça e avistou Jack conversando com Tânia.

 

“O que você quer?”

Perguntou Vitória socando Dodge.

 

“Eu vou fazer sua vida um inferno, uma hora ele vai estar sozinho e eu vou estar logo atrás.”

Ameaçou Dodge.

 

Logo Vitória foi até Jack.

 

“Temos que sair daqui”

 

“Por quê? Como assim? O que está havendo?”

Perguntou Jack confuso não se lembrava de nada relacionado a vampiros e o amor que sentia por Vitória.

 

“Preciso de ajuda ali.”

Disse Vitória arrastando.

 

“Espere!”

Jack parou.

 

“Há algo em você. Algo em você me chama atenção, mas eu não sei o que é, são seus olhos eu”.

Jack a beijou.

 

“Não”

Cochichou Vitória afastando dele.

 

“Vitoria”

Jack a puxou para perto de si. Ficou bem próximos, ela sentia sua respiração e seu sangue que ainda desejava muito. Seus olhos ficaram vermelhos, ela fechou para que ele não vesse, mas algo aconteceu, viu um garotinho sendo atropelada na Estrada ao lado, ela abriu os olhos e viu o mesmo garoto atravessando a rua com sua mãe.

 

Um carro vinha alta velocidade então Dodge entrou na frente do motorista perdeu o controle, o carro vinha ainda em alta velocidade, Vitória avistou e correu ligeiro, empurrou o garoto, o carro a atingiu, foi jogado para longe, deitada ao chão tentou recuperar.

 

“Vitoria!”

Jack Gritou.

 

“Vitoria!”

Ele gritou e correu.

 

Ela sentou-se recuperando.

 

“Vitoria! Você está bem?”

Ele aproximou-se e viu ela sentada parecia estar bem.

 

“Estou sim é só um pouco de sangue.”

Ela tocou em sua cabeça e avistou suas mãos.

 

“O que você é? Como você? Vitória, como pode me fazer esquecer?”

 


 

No campo de futebol.

 

“Chamou-me princesa”

 

“Sim”

Ela correu até David e o socou. Ele devolveu, iniciou ali uma luta, Vitória com força jogou água em David fazendo cair longe, os cabelos dela que eram negros ficaram azuis, muita água apareceu em suas mãos, ela tentou afogar David, mas ele era um vampiro, a água sumiu, David levantou e jogou-a no chão, subiu em cima dela e meteu socos em sua cabeça, está tentou proteger-se, ele continuou socando muito forte e rápido agora a barriga de Vitória, ele deu uma surra nela, está ficou ao chão morrendo, e ele saiu dali foi embora.

 

A Princesa ficou deitada ali no campo no frio chorando a noite toda.

 


 


07 | Totó

 

O sol estava nascendo e queimando Vitória que estava ao chão. Ela correu assim que percebeu, foi direto para casa, mas por que o sol atingia? O que teria acontecido com o feitiço?

 


 

Na escola Jack andava distraído e esbarrou em Tânia fazendo-a derrubar alguns livros ao chão. Juntos baixaram e cataram.

 

“Como esta?”

Pergunta Tânia levantando-se.

 

“Levando”

 

“Entendo. Não devia ama-la, ela não é uma princesa, é uma psicopata”.

 

“O que?”

 

“Ora ela mata e gosta disso, sempre temos escolhas.”

 

“Tânia?”

 

“Eu sei”

 

“O que você sabe?”

Pergunta Jack preocupado a garota loira de olhos verdes.

 

“O que ela é. Esqueceu-se que o meu pai e da Polícia? Ele também é um caçador de criaturas.”

 

“Ah entendi”

Jack pensou bem em abrir o jogo para Tânia e dizer que seu pai também era um vampiro, mas preferiu o silêncio.

 

“Podemos conversar depois da aula na quadra?”

Pergunta a princesa.

 

“Sim”

 


 

Na janela do quarto Vitória colocava a mão para fora e logo era queimada, estava tudo estranho, talvez fosse à doença, há um tempo não se alimentava ha um tempo não matava.

 


 

No hospital Aly andava de um lado para o outro procurando uma forma de fugir sem machucar ninguém.

 

Enquanto Aly andava ao lado de fora David observava tudo, fez uma ligação.

 

“Estamos um passe a frente, encontrei uma bruxa.”

 


 

Na escola Jack foi correndo ver Tânia.

 

“Como dizem a curiosidade matou o gato”

Disse David, ele segurava um lobo em uma corrente.

 

“Você?”

 

“Mais um ditado, cães e gatos não combina. Pega totó.”

David soltou o lobo.

 

“Não. Não”

Disse Jack pegando uma estaca.

 

“Divirtam-se”

David sumiu.

 

O lobo se aproximava e Jack andava para trás com medo. Segurava a estaca pronto para atacar, o lobo correu e pulou em cima dele, Jack meteu a estaca em uma das patas do lobo, este atacou novamente e fez com que Jack caísse ao chão.

 

“Jack!”

Gritou Isa com uma arma em mãos.

 

O lobo deu uma mordida na perna direita de Jack, fazendo-o soltar um grito. Logo Isa atirou e o lobo correu, Isa tornou a atirar tentando acerta-lo.

“Jack!”

Ela correu até ele.

 

“Está tudo bem”

Disse ele tocando na ferida na perna, não estava tão grande, ficaria bem.

 


 


08 | Descendente

 

Ele andava de um lado para o outro analisando a situação e buscando respostas para a ferida de Jack que parecia estar piorando cada vez mais.

“Foi na quadra, um lobo apareceu e o mordeu”.

Disse Isa.

 

“O que houve mais cedo Jack?”

Pergunta Vitória andando de um lado para o outro.

 

Ele ficou calado, estava sentando em uma cadeira, sua perna enfaixada, seus olhos vazios e tristes.

 

“Jack?”

Pergunta novamente Vitória parando de caminhar.

 

Ele continuou calado.

 

“Jack.”

Ela andou até ele, apoiou as mãos na parte de trás da cadeira e ficou bem próximo do seu rosto, sentia sua respiração.

 

“O que houve”

Perguntou Firme.

 

“Tânia pediu para me ver depois das aulas.”

 

“Hipnose?”

Pergunta Marlon sentando em outra cadeira, todos estavam na casa de Jack. Logo Vitória afastou-se.

 

“Foi apenas uma mordida, ele vai ficar bem, é um humano, mas ainda tenho que descobrir quem é o lombinho.”

Disse Vitória.

 

“Vitoria não. Algo está errado. A ferida está piorando.”

 

“Isa acalme-se, todo sabe que mordidas de lobos é fatal apenas para”.

 

“Vampiros.”

Completo Marlon.

 

“Ora sabemos bem que ele não é vampiro”

Afirma Vitória voltando a dar voltas pelo quarto.

 

“Jack. Como sua mãe morreu?”

Pergunta Isa.

 

“Não sei direito. Apenas sei que ela ficou bastante desnutrida, levaram-na até o hospital e deram todas as proteínas possíveis, mas não deu certo”.

 

“Isto por que o alimento que ela precisava era sangue. Puxei uma lista da sua família, não apenas sua mãe como também suas tias tiveram mortes digamos bem anormais. Estacas no coração. Vampiros?”

Explica Marlon.

 

“Então ela não quis completar a transição.”

Completa Isa.

 

“Isso significa?”

Pergunta Jack.

 

“Você é descendente de vampiro e está morrendo!”

Diz Isa, num instante Vitória para como estátua, de costas para Jack, lágrimas em seus olhos, ela não queria acreditar na possibilidade.

 


 

“Vou matar o lobo e ele ficará bem”

Afirma Vitória virando para Jack ainda com os olhos vermelhos.

 

“Não! Não vai dar tempo. Este lobo sugou uma quantidade necessária para fugir para bem longe, se queria ir atrás dele deveria estar na cena, agora não da mais tempo, sugiro que busque outra forma de salva-lo.”

Explica Marlon.

 

“E quando for salvo terá que completar a transição e se transformar em um vampiro, por causa da maldição do sol.”

Explica Isa.

 

“Temo-nos que dar um jeito!”

Gritou Vitória com lágrimas aos olhos, mostrava-se já desesperada.

 

“Encontre uma bruxa e ela saberá o que fazer.”

Diz Isa.

 


 

Vitória está se preparando para entrar no carro e correr até a bruxa mais próxima, neste caso Aly.

 

“Você tem poucas horas para encontra-la, assim que o sol nascer ele morrerá.”

Explica Marlon entregando uma arma nas mãos de Vitória, a mesma que Isa usou para atirar no lobo, por um instante pensou em perguntar de onde sairá, mas isto não era o mais importante naquele momento.

 

“Obrigado!”

Disse Jack entrando ao carro.

 

“Estaremos aqui procurando outras soluções e o totó.”

Disse Isa.

 

“Obrigado”

Agradeceu Vitória novamente com os olhos cheios. Entrou no carro e deu uma arrancada fazendo com que as rodas fizesse um rugido ao chão.

 


 

09 | Tentar

 

Nas estradas escuras saindo da pequena cidade, estava Jack encolhido no Banco do passageiro e Vitória no Banco do motorista. Ela dirigia séria enquanto Jack respirava com dificuldades, parecia cansado, estava cochilando. O carro estava em alta velocidade, em minutos estavam bem distantes de todos, no meio do nada onde nem sinal nos celulares era possível encontrarem para fazer uma ligação.

 

O carro parou der repente.

 

Teimosa Vitória tirou as chaves e colocou novamente.

 

“O que houve?”

Pergunta Jack com a Voz rouca, abrindo os olhos com muita dificuldade.

 

“Eu não sei”

Responde Vitória abrindo a porta do carro para procurar o problema.

 

Caminhou até a parte da frente do carro e abriu o capô, não entendia nada sobre o assunto, viu fumaça sair dali. Voltou ao carro para conseguir informações.

 

“Preciso da sua ajuda”

Disse ela sentando-se.

 

“Vitoria não posso.”

 

“Droga!”

Gritou ela furiosa batendo no volante do carro. Saiu dali, correu e subiu em uma árvore, tentou olhar o mais longe possível para ver se algum carro aproximará, infelizmente nada. Estava tudo perdido, ela pulou ao chão sem dificuldades, encostou-se A e na árvore pensando no tempo em que teria ao voltar e pedir ajuda, mas teria que deixar Jack sozinho correndo perigo de ser devorado por outro vampiro. Confusa e furiosa deu um soco na árvore, mais outro e mais outro a fazendo cair no chão, fez o mesmo com mais duas árvores, parou quando se cansou, pôs as mãos em seu rosto deixou suas lágrimas caírem. Escutou algo caindo ao chão. Correu até o carro e viu Jack. Ajudou-o a levantar.

 

“Não entendo sobre carros, preciso da sua ajuda.”

Disse Vitória.

 

“Não há mais o que fazer, temos que correr, isto aqui vai explodir.”

Explicou Jack, sendo assim Vitória obedeceu e o ajudou a andar para distante. O carro explodiu.

 

“O que faço agora?”

Pergunta Vitória caindo ao chão junto com Jack. Ela cata o celular que também está ao chão e encontra sinal.

 


 

Palavras de Isa

 

  • Vejo meu celular tocar, Vitória. O que será que houve?

 

“Alô, sim. Vitória aclama-se estamos distantes, decidimos ir atrás do lobo. Vou falar com Dodge.”

 

  • Está não era a melhor opção, mas a única, então liguei com alguma esperança.

 


 

No meio da floresta, um pouco distante da estrada, Jack estava encostado numa árvore, Vitória tirou seu casaco e o embrulhou, não estava tão fria aquela noite, mas para ele a situação era diferente.

 

“Eu não devia, mas”.

Disse ele com a Voz trêmula.

 

“Existem outras formas de me aquecer”

Completou ele brincando, Vitória agachou sorrindo, com dificuldades se aproximou dele, ficaram com rosto bem próximo, ela por cima encarou os olhos castanhos dele que logo se fechou, ela também fez o mesmo, fechou os seus e aproximou os seus lábios aos de Jack, bem na hora de se tocarem alguém tossiu. Assustaram-se, Vitória olhou para trás, era Dodge. Levantou-se imediatamente.

 

“Você?”

 

“Trouxe um presentinho princesa”

Disse ele jogando as chaves. Ela aparou.

 

“Por quê?”

Pergunta Jack e Vitoria ao mesmo tempo.

 

“Parem de lá o sol vai nascer em poucas horas.”

Disse Dodge correndo dali.

 

Vitoria junto com Jack caminharam até o novo carro. Um bem melhor com certeza, uma Ferrari Vermelha completa.

 

“Ele pirou”

Disse Jack entrando.

 

“Não, ele apaixonou.”

Disse Vitória ligando o carro.

 


 

“Ao meio do nada, mesmo com um carro perfeito em mãos, Vitória tinha medo de o tempo acabar”. Jack cansado estava dormindo.

 

“Jack”

Chama Vitória preocupada.

 

“Sim”

Cochicha ele.

 

“Como esta?”

 

“Cansado”

Sua voz saia baixa e rouca.

 

“Não se preocupe, você vai ficar bem.”

 

“Você não entende. Não ouviu o que eles disseram? Sou descendente, não quero ser isto, não quero ser um”.

 

“Monstro?”

Pergunta Vitória lembrando-se de sua visão. Era assim que se sentia no futuro Jack estava muito furioso e aflito com ela, o que teria feito para se tornar isto? Apenas matar? Não era sua culpa, não podia controlar a sede por sangue sempre era mais forte que tudo, principalmente agora que estava doente e precisava literalmente do sangue em seu corpo, tudo isto era mais importante, mais importante que o amor que havia entre eles.

 

“Você não tem escolhas”

Responde ela seria, estavam escuros ali, apenas os faróis do carro no sentido voltando na BR.

 

“Eu vou sempre tentar”

Completa ela deixando suas lágrimas caírem.

 


 

Chegaram finalmente na casa de Aly. Um pouco tarde demais. Estava tudo destruído ali, tudo fora consumido pelo fogo, sobraram apenas às cinzas. Aflita, Vitoria saiu do carro. Furiosa ela deu um soco no carro, Jack ao lado de dentro assustou.

 

“E agora?”

Pergunta ele quando Vitória senta novamente no Banco do motorista.

 

“Onde o Bruno mora?”

 

“Precisamos de um mapa. Procure um lugar onde tem Internet.”

Completo Jack.

 

Dirigiram para a cidade e encontrou um posto de gasolina onde havia Internet disponível. Encontrou o mapa em seu smartphone.

 

“Encontrei”

Diz ela.

 

Jack novamente estava dormindo.

 

“Jack”

Chama Vitória.

 

“Jack?”

Ela o chama.

 

Ainda tinham duas horas antes do sol, ele não podia estar morto.

 

“Jack?”

Pergunta ela chorando. Saí do carro e vai até ele, o coloca no Banco de trás e o embrulha. Checa sua respiração.

 

“Jack?”

Chama ela, mas ele não responde. Sua respiração está mais pesada.

 

“Jack”

Chama Vitória percebendo que sua respiração está ficando mais fraca, ele está morrendo.

 

“Jack. Jack.”

Chama ela balançando ele.

 

“Jack, Jack, acorda”.

 

Continua persistindo.

 

“Jaaaaaack”

 


 

10 | Aly

 

Aly caminhava de um lado para o outro procurando uma solução, como sair dali sem machucar ninguém.

 


 

Na floresta Isa e Marlon corriam procurando o lobo, se o encontrasse o plano seguinte seria mata-lo assim Jack estaria a salvo.

 


 

Jack estava desacordado no Banco de trás, Vitória limpou seu rosto, saiu do Banco de trás e tomou a iniciativa de voltar a dirigir, seguindo apenas o que estava no mapa.

 

Finalmente quando chegaram à casa de Bruno mais uma surpresa. Ele não se encontra, Vitoria voltou ao carro e viu Jack acordado no Banco do passageiro.

 

“Eles não estão aqui. Eu não sei mais o que eu faço. Eu não sei onde estão.”

 

“Num hospital mais próximo. Aly me disse que estava grávida.”

 

Vitória arrancou o carro fazendo um grande barulho nas rodas em contato com o chão, seguiu para o hospital mais próximo dali, viram tudo pelo mapa no Smartphone.

 

“Hospital Santo Heleno.”

Diz Jack.

 

“Espero que esteja certo.”

 

“Por que tantos bombeiros aqui?”

Pergunta Jack ao ver aproximadamente 40 carros de bombeiro cercando o hospital.

 

“Parece que você está sim certo. Por onde Aly passa há fogo. Eles estão preparados.”

Afirma Vitória estacionando o carro.

 

“Ela não é mal. Sei disso.”

Diz Jack.

 

“Vamos”

 


 

Ao entrar no hospital tudo ficou mais difícil para Vitória que há dias percebeu sua doença piorar, precisava de sangue e ali era o lugar perfeito, havia pessoas machucadas para todos os lados, seus olhos ficaram vermelhos.

 

“Vitoria. Você vai ficar bem”.

 

“Sim.”

Disse ela engolindo em seco, estava faminta.

 

“Posso ajudar?”

Pergunta uma bela mulher da recepção. Ela usava um vestido Branco de enfermeira, saltos altos vermelhos e uma touca na cabeça.

 

“Oi, sou Gina uma das enfermeiras do hospital. Estou substituindo a recepcionista. Procuram alguém?”

Pergunta ela gentil.

 

“Alguém que ficou grávida recentemente e provavelmente esta fazendo exames.”

Explica Vitória.

 

“Último andar a direita.”

 

“Obrigado”

Agradece Jack.

 


 

Dentro do elevador Vitória percebe que Jack está cansado, seus olhos estão pesados e vermelhos, ele está encostado por que suas pernas parecem não aguentar o peso do próprio corpo.

 

O elevador finalmente chega ao último andar. Vitória conhece o cheiro de sua prima, assim que entrou no corredor sabe em qual porta entrar.

 

“O negativo aqui”

 

“Tem certeza?”

Pergunta Jack.

 

“Sim.”

 

Ela bate na porta e uma garota muita linda aparece. Uma princesa, ela tem seus cabelos loiros e olhos cor de Mel, seus lábios são bem rosados, há sardas em seu rosto, ela usa uma toca preta na cabeça, um vestido florido com uma sapatilha.

 

“Vitoria?”

Pergunta ela surpresa.

 

“Aly”

 


 


11 | Chama-se superação

 

“O que faz aqui?”

Pergunta Aly surpresa.

 

“Preciso da sua ajuda.”

 

“Ajuda com o que?”

Ela tem uma linda voz, dócil e delicada.

 

“Jack”

 

Ele aparece atrás de Vitória e Aly logo vê que há algo errado ali.

 

“O que houve?”

Pergunta ela nervosa.

 

“Ele foi mordido e precisa de um curativo.”

 

“Eu não posso ajudar vocês. Desculpa não pode. Vocês não veem nos jornais eu sou um monstro agora.”

Diz Aly, a palavra monstro parece incomodar muito Vitória que se lembra da visão e se sente do mesmo jeito.

 

“Aly, por favor.”

Pede Vitória com lágrimas aos olhos.

 

“O que eu faço? O que foi que mordeu ele? O que eu sou. Vitória eu não posso. Eu não quero machucar vocês.”

 

“Aly”

 

“Posso falar com você pessoalmente?”

Pergunta Aly e Vitoria balança a cabeça confirmando. Aly tira a toca da cabeça, pega na mão de Vitória e a guia para fora da sala, elas andam por todo o corredor até chegar ao final, avistam uma escada e continuam a subir. Estão no teto do hospital onde podem ver o céu. Aly solta à mão de Vitória e caminha até ver tudo lá embaixo, os carros passando, olha para o céu e não vê as estrelas, olha novamente para baixo, ali é um ótimo lugar para os suicidas.

 

“Eu me tornei um monstro”

Diz Aly aflita.

 

“Não posso ajudar nem a min mesma”

Grita Aly, a chuva começar a ficar forte ali e atinge as duas que ignoram, pois tem problemas maiores a resolver.

 

“Aly acredite você não é um monstrões sou. Eu mato pessoas e gosto disso. Eu sou uma psicopata, sou mal, doente e vou morrer assim. Eu sou um vampiro.”

Grita Vitória, pois a chuva está forte e dificulta a situação.

 

“Jack, também é vampiro?”

Aly caminha até próximo de Vitória e olha bem no fundo dos seus olhos.

 

“Descendente. Um lobo o mordeu, não temos muito tempo.”

 

“Há quanto tempo Vitória?”

Cochicha Aly.

 

“Recente.”

 

“Por que não impediu. Você poderia não é?”

Pergunta ela e Vitória afirma com a cabeça.

 

Aly saí dali caminhando de volta para a sala. Elas entram, Bruno e Jack estão surpresos com as duas molhadas. Aly entra em um quartinho e Vitoria a segue.

 

“Ainda preciso da sua ajuda.”

 

Nervosa Aly empurra Vitória ao chão e começa uma série de pancadas em seu rosto, Vitória nunca viu Aly naquele estado, estava furiosa, Aly deu tapas no rosto de Vitória e gritava descontrolada.

 

“Você vai matar ele, vai matar ele!”

Gritou ela atacando Vitória ao chão. Bruno corre e tira Aly de cima de Vitória, está caída ao chão está muito fraca, não consegue levantar.

 

“Venha”

Chama Bruno.

 

Vitória fica ali sozinha tentando levantar, mas não consegue. Jack vai ver o que houve e Aly segura seu braço.

 

“Jack venha. Vou cuidar de você”.

Chama Aly e ele a acompanha.

 

Deitada ao chão, Vitória ver algo diferente ali uma máquina de cortar cabelo. Ela pega sem medo e a liga, passa em toda a sua cabeça, seus cabelos caem ao chão. Deixa suas lágrimas rolaram em seu rosto, ainda se sente fraca, está com muita fome, mesmo tão longe ela pode sentir o cheiro do sangue de Jack.

 

Encontra uma garrafa cheia de água e verbena e decide tomar para se controlar. A bebida é forte, ela engole e sente sua garganta rasgar por dentro, desce quente em sua barriga causando vontade de vomitar, mas não pode, tem que ser forte, tapa a boca pra evitar, sua barriga está doendo com verbena, ela decide tomar mais um pouco e começa a tossir querendo por pra fora, as lágrimas em seus olhos não é mais a dor em ver Jack mal e sim o efeito da verbena que a faz lacrimejar, a bebida é muito forte, mas ela encara mais um gole, sua garganta parece ficar seca der repente, tossi colocando a mão na boca e vê sangue em seus dedos.

 

“O Negativo.”

Diz ela ajoelhando-se. Põe as mãos em sua cabeça que não há mais cabelo e chora muito. Ela não quer fazer aquilo, mas está rodeado por gente ferida, ha sangue para todo lado, o que fazer agora. Respira fundo e deita ao chão tentando se impedir de levantar, correr e fizer mais uma vítima. Fica ali deitada encolhida.

 


 


12 | Coroa

 

Andava de um lado para o outro. Aly não sabia o que fazer Jack ainda estava morrendo e Vitória estava deitada ao chão com a cabeça raspada, cheiro de verbena, com fome tentando não matar ninguém. Após alguns minutos ali, está se levanta e caminha até Aly que esta de mãos dadas com Jack que estava deitado na cama. Preocupada Vitória catou o celular e telefonou para Isa.

 

“Isa! Não vamos mais conseguir, precisamos de um plano C”.

 

“Vitoria a porção, convença Dodge a te entregar a porção.”

 

“Temos pouco tempo”

Diz Vitória.

 

“Você tem que tentar”

Afirma Isa.

 


 

“Vitoria está é ideia mais absurda, não vai dar tempo, me deixa continuar tentando.”

Pede Aly.

 

“Aly não Da. Vai virar uma grande confusão aqui. Olhe lá para fora. Estão esperando por você.”

 

“Eu vou lutar”

 


 

Todos entraram no carro, inclusive Aly. Na saída os policiais pediram para Aly por suas mãos para trás, estavam segurando uma algema, Aly obedeceu.

 

“Aly é inocente, você vai liberar ela agora.”

Disse Vitória olhando firme nos olhos do policial. Este obedeceu e deixou-os ir.

 

“Não foi tão difícil”

Diz Bruno.

 

“Ainda não chegou a parte difícil.”

Diz Vitória arrancado o carro.

 

Outros policiais começaram a seguir eles, mas o carro de Vitória era mais rápido.

 

“Posso tentar?”

Pergunta Aly fazendo uma bola de fogo em sua mão.

 

“Deixa comigo!”

Diz Vitória jogando água em toda a pista, os carros começaram a deslizar e andar mais devagar. Logo Vitória estava em vantagem, estava distante, mas um helicóptero apareceu, um policial pegou o megafone.

 

“Parem já o carro!”

 

“Está bem, este é com você.”

Pede Vitória olhando para Aly que logo olha concentrada para o helicóptero, a hélice pega fogo misteriosamente e o helicóptero então tem que fazer um pouso De emergência.

 


 

O tempo está se esgotando, o sol estar para nascer. Ainda estão chegando, o telefone de Vitória toca, é Dodge.

 

“Dodge. A porção. Sei que está com você.”

 

“Encontre-me no mesmo lugar onde eu a encontrei.”

Ele desliga. Vitória pisa fundo para o carro andar mais rápido.

 


 

O sol já estava quase nascendo, tinham praticamente 05 minutos. Jack estava desacordado, sua respiração estava mais pesada e seu coração estava parando de bater, seus cabelos castanhos estavam mais claros, seus lábios roxos e suas mãos frias. Vitória saiu do carro e gritou por Dodge.

 

“Aparece, eu não tenho medo e vou lutar.”

 

“Você ama mesmo este idiota”

Disse Dodge em cima da árvore.

 

“A propósito não estou com a porção, deveria saber disso, eles estão atrás de uma bruxa que tenha um objeto valioso.”

Diz ele pulando da árvore.

 

“Está mentindo.”

Vitória tira uma espada da cintura. Ela usa o mesmo vestido Preto, luvas e botas com o mesmo lugar colar.

 

“Eu vou lutar”

 

Dodge pega então sua espada também. Ele está com uma calça preta que combina com sua blusa gola em V também preta, a blusa e apertada e Vitória ver os músculos dele, se sente fraca, olha para Jack e retoma suas forças. Ela grita e ataca Dodge com a espada, ele defende uma, defende mais uma vez, Vitória tenta acertar sua cabeça, ele ergue a espada e se protege furiosa ela tenta acertar agora seu coração sem resultados algum, a luta fica mais intensa e mais rápida. Dentro do carro Aly estava confusa não via nada, pois eles lutavam muito rápido, tocou no rosto de Jack que estava muito frio. Ela checou o coração dele e não havia mais batimentos.

 

“Jack! Jack acorda. Jack”.

Gritava Aly.

 

Bruno olhou para o relógio que marcava 6 horas da manhã. Olhou para o céu e via o sol nascer. Der repente nuvens, muitas nuvens encobriu o céu.

 

“Seja rápida, não vou aguentar muito tempo.”

Diz Isa a Vitória.

 

“Dodge!”

Grita Vitória.

 

“Não está comigo”

Grita ele defendendo-se com a espada. Furiosa Vitória larga a espada ao chão e joga água nele, ela cria uma especial de piscina dentro do chão, ele começa a se afogar.

 

“Vitoria pare!”

Diz Aly saindo do carro.

 

“Não está com ele!”

Defende ela.

 

“Você não é um monstro.”

Afirma Aly.

 

Bruno dentro do carro está confuso sem saber o que fazer e em como ajudar, ele não queria ver Vitória como um vampiro ou Aly como uma bruxa. Devia estar ajudando eles e não pensando olhando para o nada, percebe que está olhando para toca de Aly, a única lembrança que ela tinha da mãe. O coração de Jack ainda estava parado, o corpo estava frio. Mesmo sabendo que não daria certo, ele tirou seu casaco e cobriu Jack, pegou a toca de Aly e colocou na cabeça dele. Continuou a olhar Vitória e Aly pelo carro, ainda com as mãos pousadas nos peitos de Jack ele escuta algo.

 

“Venham aqui rápido.”

Grita ele do carro.

 

“Ele precisa ser aquecem ido.”

Afirma Bruno olhando para Vitória.

 

“O sol ainda vai nascer.”

Diz Isa.

 

“Eu sei o que estou fazendo.”

Aly pousa as mãos nos peitos de Jack, ele volta a respirar, Isa dispersa as nuvens e então.

 


 


13 | Monstro

 

Ele abre os olhos e a ferida some do seu corpo. Isa tinha razão, uma bruxa saberia o que fazer. Empolgada Vitória o beija.

 


 

Na casa de Jack todos estavam reunidos inclusive Dodge.

 

“Não sei da porção. Estou falando a verdade. Se tivesse a porção em mãos eu faria tudo pra te conquistar princesa.”

 

“Não diga absurdos.”

Diz Vitória revirando os olhos.

 

“O poder é importante”

Diz ele saindo dali.

 

“Tem uma coisa pra falar. Dodge já esta longe.”

Diz Isa.

 

“O que houve?”

Pergunta Aly.

 

“Aly você tem um objeto valioso em mãos. Cuide dele.”

 

“O que?”

 

“Você sabe do que estou falando.”

Aly sabia, mas parecia inaceitável, como um objeto tão simples pode levantar um Castelo e dar poder a vampiros?

 

“E o que eu faço?”

 

“Cuide”

 

Todos estavam confusos. Apenas Aly e Isa sabiam do que se tratava.

 

“Podemos voltar para casa?”

Pergunta Bruno.

 

“Deve”

Diz Vitória fria.

 

“E você?”

Pergunta Jack.

 

“Ficarei aqui te protegendo.”

Responde Vitória.

 

“Melhor assim. Podemos até tentar descobrir onde Dodge enfiou a porção.”

Diz Isa

 

“E se não era Dodge?”

Pergunta Vitória.

 

“E se for Jeane?”

 

“Ela está morta. O que significa que não há porção. Sem isso sem Castelo.”

Diz Marlon.

 

“Há muitas bruxas por aqui. Quem garante que elas não vão se aliar aos vampiros para também fazer parte disso?”

Pergunta Aly.

 

“Bruxas não podem entrar em castelos de vidro. Apenas de pedra.”

Diz Isa.

 

“Ainda assim não está tudo bem.”

Diz Vitória.

 

“Há lobos aqui. De onde estão vindos? O que querem?”

Pergunta Marlon.

 

“Os únicos lobos que tinha aqui era os índios. Até onde sei todos estão mortos.”

Diz Isa.

 

“Quem garante que não ha mais índios aqui?”

Pergunta Jack.

 


 

Todos saíram da casa de Jack. Aly e Bruno voltaram para casa de ônibus, Isa e Marlon ficaram a pesquisar se havia mais índios na cidade.

 

“Vou dar uma volta”

Diz Vitória a Jack.

 

“Vai atrás dele não é?”

 

“Preciso”

Ela sai correndo e encontra Dodge na praça. Esta de noite e novamente ele está usando roupas pretas.

 

“Virou mesmo meu fana”

Brinca Vitória dando um soco de leve nele.

 

“Sim. Sempre fui. Veio saber da porção não é?”

 

“Sim.”

 

“Gostou do meu carro?”

 

“Sim. Obrigado”

 

“Não precisa agradecer. Então o carro custou caro.”

 

“Entregou a porção para isso?”

Pergunta Vitória indignada. O carro não era tão valioso quanta a porção.

 

“Sim. Não quero ser Príncipe. Até por que não tenho uma princesa. A propósito gostei do corte”.

 

Vitória olhou seria para ele.

 

“Esta com meu pai. Eu confio nele.”

 

“Não deveria”

Opina Vitória.

 

“O que vai fazer para poupar Jack?”

 

“Ser uma princesa”

 


 

Voltando para casa, ela estava vestida ainda como princesa. Ela sabia o que tinha que fazer para poupar Jack de todos estes problemas. Ela chegou a uma conclusão, ser você mesma. Matar e matar. Estava com fome e não podia o deixar fazer aquilo, não podia deixar de se alimentar. Um carro estava parado na esquina. Provável que estava quebrado. Olhou-se na janela do carro e se sentiu feia. Estavam careca, seus olhos estavam vermelhos não por fome, mas sim por causa da doença, estava pálida. Olha o que ele fez a ela? Parou de se alimentar por amor a ele, mas isso estava errado, não era assim que a coisa deveria ser.

 


 

A casa de Jack estava escura, provável que ele junto com sua mãe estava dormindo. Ela entrou na casa que estava com a porta aberta, viu a mãe dele na cozinha, sua mão sangrava muito.

 

“Aconteceu um pequeno acidente, Jack está dormindo”.

 

Vitória não escutou, apenas desejou aquele sangue. Fechou os olhos e respirou fundo. Suas presas nasceram e ficaram evidentes. A mãe dele se assustou e Vitória a atacou. Der repente fogo pegou misteriosamente na casa.

 

“Mãe!”

Gritou Jack.

 

“O que esta fazendo?”

Pergunta este a Vitória.

 

“Jack.”

 

“Você é um monstro. Você é um monstro.”

Mesmo vendo Jack gritar apavorado ela o puxou para fora.

 

“O que esta fazendo”? Me solta. Me solta. Monstro. Olha o que você fez? Minha mãe

Eu quero minha mãe. Por favor, me solte. Monstro. ”

 

Ele gritava e Vitória o puxava para fora da casa que estava em chamas.

 

“Me solta. Você a matou. Você é louca, é doente.”

Jack Gritou. Finalmente ela consegue tirar ele dali. A casa está ao chão junto com sua mãe. Ele vê a cena e cai ao chão ajoelhado, estava muito aflito. Não vendo outras opções Vitória correu dali.

 


 

Palavras de Aly

 

-Vitória chega aflita na minha casa.

 

“O que houve?”

Pergunto a ela.

 

“Preciso fazer uma quimioterapia.”

 


 


Epílogo

 

Agora no hospital não ha mais bombeiros, mas para disfarçar Aly coloca a toca na sua cabeça e de mãos dadas com Vitória anda até a sala de quimioterapia. A princesa sempre achou difícil lidar com isso sozinha então neste dia criou coragem para falar com Aly sua prima. Após a seção Vitória estava cansada e pálida. Levava não apenas isto como problema, Aly então decidiu perguntar.

 

“O que houve?”

 

“Não quero ser um monstro”

 

“Você não é um monstro”

Diz Aly.

 

“Monstros não sabem amar.”

Completa ela.

 

“Você é uma princesa. E merece isso.”

Diz Aly tirando sua toca.

 

Ao lado de fora Dodge estava em cima de uma árvore observando tudo e escutando.

 

“Isa pediu para que eu cuidasse. Então”.

Diz Aly com lágrimas aos olhos.

 

“Uma coroa para uma princesa”

Completa ela colocando a toca na cabeça de Vitória está fecha os olhos com aquele acolhimento e se sente feliz. Dodge observa tudo ao lado de fora. A coroa e finalmente é posta na cabeça da princesa. Aly tira também sua capa e põe em Vitória.

 

“CASTELO”

Cochicha Dodge em cima da árvore.

 

FIM

 

REFERENCIAS

 

K.F ELLEN, LIVRO 03, CIDADE PARA VAMPIROS, ALY. P.72