Isabela | 02 | Cidade Para Vampiros

 

Sumário

PRÓLOGO.. 3

01 | BOAS VINDAS. 5

“Bem vinda querida”. 5

02 | TE ENCONTREI 9

03 | COMOCAO.. 11

04 | ADEUS KATE. 13

05 | MOTIVADOR. 17

06 | MEU LANCHINHO VOU COMER. 23

07 | TIO.. 27

08 | PASSAR O ANEL. 31

09 | GATINHO.. 33

10 | LAÇOS. 35

11 | NEVE. 39

12 | PORÇÃO.. 43

13 | BEIJO.. 47

14 | ESPELHO, ESPELHO MEU. 49

15 | NOTA.. 51

16 | CONTO.. 53

17 | UMA ESTACA E O BEIJO.. 57

18 | ENREGELADO.. 63

19 | BRANCA DE NEVE. 71

20 | FELIZES PARA SEMPRE. 77

REFERENCIAS. 81

PRÓLOGO

 

! Em 1958 Isa nasceu cheia de saúde, trouxe muita alegria a seu pai Ele, Isabelle morreu ao parto deixando sua filha nas mãos do marido que era um grande rei muito respeitado por todos, ninguém podia com ele, aqueles que o desafiaram tiveram sua cabeça, mãos e pernas cortadas e nenhum pingo sequer de sangue.

 


 

Aos 07 anos Isa fazia coisas que outras crianças não tinham capacidade nenhuma para fazer, muito inteligente e muito forte, dava-se bem com os animais e tudo relacionado à natureza, mas eles não sabiam, ela era linda, branca como a neve. Branca como a neve?

 


 

Apesar de Isa ter Boa relação com os animais isto acontecia apenas na frente dos humanos, coisa estranha acontecia, Isa a cada dia ficava com mais fome e incontrolável, seu pai sabia e estavam preocupados, os animais da floresta estavam praticamente entrando em extinção, o que estava acontecendo ali?

 


 

Finalmente o rei cansou-se Isa estava fora de controle, seu pai pediu ajuda a Uma bruxa que, porém não parecia muito com uma, está era linda, ruiva alta, cabelos longos, olhos verdes, um belo corpo que muitas sentiam inveja.

 

“Eu posso ajudar sua filha, mas isto vai lhe custar algo”.

Disse à bruxa que se chamava Jeanne.

 

“O que você quer?”

 

“Um lugar no Castelo”

 


 

Isa também conhecida por branca de neve por conta da sua cor e Boa relação com os animais foi presa em um cativeiro, correntes presa a seu pescoço, ela gritava de fome e raiva. Esta foi uma ideia de Jeanne que logo foi nomeada rainha. Branca de neve ficou presa há dias no Castelo. Em um dia de muita chuva está conseguiu fugir. Fez sua primeira vítima na floresta, um animal, o melhor que já havia se alimentado, um humano.

 

 

O rei e a rainha estavam muito preocupados com o ocorrido e Isa permanecia desaparecida.

O tempo passou e Isa ainda estava sumida. A rainha contratou um caçador chamado Marlon, muito experiente com caçadas para procura-la, mas até hoje este não a encontrou.

 


 


01 | BOAS VINDAS

 

[Me apresento, prazer!].

 

  • Aos 07 anos aprendi um pouco mais sobre meu mundo, minha maldição na qual eu preferia chamar de presente. Ora, eu era muito inteligente, muito forte e mais, me divertia a beca com os animais. Infelizmente minha alegria não durou muito, logo a floresta ficou escassa sem animais, pois eu havia matado praticamente todos, procurei em outros lugares e me mantive assim por um tempo pulando de mata em mata até que um dia o que estava ruim piorou ainda mais. Ganhei uma madrasta na qual odiava muito, foi dela a ideia em me manter presa em um cativeiro para meu controle, mas eu não me importava com isto, queria apenas matar e matar, sujar as mãos de sangue e lamber os dedos. Fiquei presa 14 dias naquele Castelo passando fome, em um dia de chuva usei o resto da minha força para jogar um raio em minha corrente que me prendia logo ao pescoço. No instante fiquei intacta no chão, mas vampiros são muito fortes, principalmente eu que era uma criança. Assim que tive a oportunidade fiz minha primeira vitima na floresta, era um humano, o melhor animal que já experimentei em toda a minha vida. Depois da descoberta sai viajando mundo afora me divertindo desta forma. Com o tempo descobri que não precisava crescer e que podia ser uma criança para sempre. No início tive medo e achava que era maldição, mas agora vejo que isto é um grande presente, na frente deles me finjo de criancinha inocente e indefesa mal eles sabem o poder que está criança tem.

 


 

“Bem vinda querida”

 

Disse uma simpática mulher da tribo de índios, Marlon o índio cumprimentou a nova vampira da tribo, ela era linda e delicada, seus cabelos negros longos, sua pele branca como a neve. Todos ali tinham o objetivo de se manterem vivos sem sangue humano, isto parecia impossível, mas eles eram treinados para isto. Muitos se perguntavam como conseguiam ser tão fortes sem o alimento necessário. Era uma família praticamente, um cuidava do outro, ao passar do tempo Isa a mais recente vampira se tornou mais forte e apta a combater a fome, mas também ganhou um ponto fraco, ele, Marlon, ela faria tudo por ele, estava perdidamente apaixonada.

 

Para os vampiros, principalmente índios, o mais difícil é se adaptar ao mundo humano. Em pouco tempo Isa mostrou competência para ser diretora da escola ali mesmo no campo, o que ela não esperava era conhecer uma nova aluna, rebelde e ao mesmo tempo fragilizada pela vida e pela transformação.

 

“Tenho um dom de matar, acostume-se”.

Disse Vitória indelicada.

 

“Ela não é tudo isso”

Disse Marlon.

 

“Na escola, sou apenas uma garota rebelde, ao lado de fora ate mesmo você pode virar meu jantar, prazer Vitória”.

 

“Prazer”

Respondeu Isa meio perdida.

 

“Vou espancar algum Neri, tchau”.

Disse Vitoria saindo.

 

“Ela vai dar trabalho?”

Perguntou Isa preocupada.

 

“Espero que não”

 

“Isabela pode vim lhe mostro as exigências e tarefas”

Disse um homem velho, aparentava ser doente. Era o ex-diretor, Isa o acompanhou.

 


 

Com o passar da semana Isabela ia se acostumando com a escola e as tarefas. Ela pensava muito nele, e no quanto o amava porem não tinha coragem para dizer tudo. Tudo ia muito bem ate que uma nova professora chegou. Ela era linda, alta, loira, tinha os olhos azuis, usava saltos altos, estava elegante com um vestido curto vermelho. Ate os alunos a admiraram e principalmente, ele, Marlon que logo a cumprimentou e mostrou todas as tarefas como professor. Não apenas Isa não gostou da nova professora como também Vitoria que tirava notas ruins em artes plásticas. Logo a professora chamou sua atenção.

 

“Desenhar não é arte”

Disse Vitória.

 

“E o que é arte para você?”

 

“Matar”

 

“Olá vitória, sabe ela gosta de musica, é mais para o tipo artes cênicas”.

Disse Marlon chegando preocupado.

 

Logo Vitória avistou Jack e deixou os dois a sós.

 

“Não se preocupe, ela é assim mesmo”.

Disse Marlon.

 

“Esta bem”

Disse a professora confusa.

 


 

Estava havendo uma confusão ali, algo tinham acontecido, alunos gritavam desesperados, uns choravam, Vitória com as mãos dadas com Jack correu para ver. Uma aluna estirada no chão da quadra, sangue para todo lado, marcas de mordidas em seu corpo e suas roupas rasgadas e sujas.

 

“Juro que não fui eu, e olha que eu gostaria”.

Disse Vitória a Jack.

 

“Meu deus”

Suspirou Jack

 

Uma musica começou a tocar em toda a escola, era bem alta e fazia medo, um rock antigo e bom, Bon Jovi.

 


 


02 | TE ENCONTREI

 

[Olá!]

 

Na escola o dia ficou triste, o céu desabou em chuva com trovões e raios, ventos fortes que fazia as portas das casas balançarem, o dia que nasceu lindo logo se acabou com a escuridão. Antes de ir para casa Isa checaram todas as salas para ver se estava fechada, ela estava sozinha, pois depois do ocorrido todos saiu dali com medo, inclusive Marlon que teve que levar a nova professora para casa, pois parecia bastante abatida, Vitória e Jack correram para a delegacia. Sozinha no frio e no escuro trancou o portão da escola, usava jeans e uma blusa de frio moletom preta. Colocou o capuz para tampar a cabeça da chuva forte, assim que guardou as chaves em sua bolsa, um carro preto muito bonito e caro aproximou-se, saiu de lá uma pessoa que ela temia ver. Um homem loiro elegante saiu do carro na chuva.

 

“Você!”

Disse Isa surpresa.

 

“Olá Isa”

Disse o homem.

 


 

 

03 | COMOCAO

 

[O que ele está fazendo aqui?].

 

“O que faz aqui?”

Perguntou Isa de baixo da chuva.

 

“Vou ser rei aqui”

 

“Rei? Rei das trouxas?”

 

“Isto mesmo, os humanos se tornaram trouxas, tomaremos posse do mundo.”

 

“Não mesmo.”

 

“E você vai vim comigo”

 

“Errado”

 

“Ouvi dizer que índios não se alimentam”

 

“É só o que sabe sobre eles?”

Disse ela sarcástica, saiu sem medo. O homem tornou a entrar no carro e foi embora.

 


 

  • Encontrei alguém que não queria ver. Ele, Alan, um homem muito mal que me fez sofrer muito. Antes de vim parar aqui nesta tribo vivi um tempo com ele, rude, grosso e muito mal. Eu era forte, mas ele era muito mais e pior queria ficar ainda mais forte, logo que descobriu sobre o Castelo voltou a me perseguir. E agora? Eu não podia viver apenas com sangue de animais.

 


 

Chegou à floresta procurando sua casa, que na verdade era de todos os índios dali. No caminho uma surpresa.

 


 


04 | ADEUS KATE

 

[Tchau Kate!]

 

No caminho uma surpresa, Marlon e a professora aos beijos.

 

“Desculpa interromper!”

Disse Isa sem jeito.

 

“Já interrompeu.”

Disse a professora.

 

Logo Isa ficou sem jeito.

 

“Eu vou indo”

Disse a professora saindo.

 

“Desculpa”

Repetiu Isa a Marlon.

 

“Esquece Isa”

Disse Marlon saindo.

 

Ela foi deixada para trás, na chuva.

 


 

Durante a noite, teve um pesadelo estranho, sonhou que matava a aluna da escola, suando na cama e gritando repetidas vezes o mesmo nome.

 

“Beatriz, Beatriz, Beatriz, Beatriz, Beatriz, Beatriz, Beatriz, não, Beatriz, não queria fazer isto, Beatriz, desculpe, Beatriz,”.

 

“Isa esta tudo bem?”

Chamou Marlon.

 

“Sim, preciso tomar um ar, já volto.”

Ela saiu andando na floresta escura e fria.

 


 

Uma mulher de vestido branco apareceu no quarto de Kate, uma criança linda, loirinha com olhos verdes, dormia tranquila na cama quando foi surpreendida pela moca bonita de cabelos longos e negros.

 

“Oi moca, seu vestido é lindo”.

“Disse Kate sorrindo, havia arrancado os dois dentes da frente, quando sorriu a moca percebeu a janelinha.”

 

“Oi Kate!”

 

“Oi”

Disse ela sorrindo novamente.

 

“Tchau Kate!”

 

Apenas gritos daqui em diante.

 


 

05 | MOTIVADOR

 

[“Estou perdendo a fama de matadora, tenho que recuperar meu posto”].

 

Carros de policiais na frente da casa de Kate, entre eles Vitória e Jack.

 

“Não estou gostando disso”

Disse Vitória intrigada.

 

“Também não, muitas mortes.”

 

“Estou perdendo a fama de matadora, tenho que recuperar meu posto”.

 

“Ah Vitória. Estava te procurando.”

Disse o agente Alan, um homem elegante, loiro que chegou a um carro preto e caro.

 

“Você!”

 

“Isto mesmo. Tenho respostas para suas perguntas.”

 

“A minha pergunta não é, sua filha gosta do meu namorado?”

Jogou Vitória sabendo que Tania ainda amava Jack.

 

“Não. Sei quem esta matando os humanos.”

 

“E quem é?”

 

“Eu digo, mas, com uma condição.”

 

“O que?”

 

“Venha”

O homem chamou Vitória para conversar em particular.

 

“por que não posso saber?”

Perguntou Jack quando Vitoria voltou.

 

“Por que nem eu sei”

 

“Ele não disse?”

 

“Não, a proposta não era boa”.

 

“E qual era a proposta?”

Perguntou Jack curioso.

 

“Nunca vai saber. Assim como nunca vamos saber quem é novo psicopata do pedaço”.

 

“Eu sei quem é”

Disse Dodge chegando. Tanto Vitoria quanto Jack ficou surpresos. Ele parecia mais forte, mais musculado, mais rebelde com tantas tatuagens.

 

“A proposito, senti saudades. Principalmente de você Princesa”.

 

“Ah não”

Disse Vitória pondo a mão na cabeça.

 


 

“A culpada é Isabella, a nova diretora da escola.”

Disse Dodge.

 

“Não diga besteiras.”

Respondeu Vitória.

 

“Quer provas? Segue ela durante a noite, e mais uma coisa. Diga que ela nunca vai conseguir se casar.”

Disse Dodge.

 

“Por que decidiu nos ajudar”? ‘

Perguntou Jack desconfiado.

 

“Por que ela é uma princesa”

Disse Dodge saindo. Foi bem estranho este comportamento dele, pois não era assim, muito pelo contrario, era mal e não se importava com ninguém.

 


 

Durante a noite, Vitória seguiu Isa, ela estava diferente, sonolenta como se estivesse ainda dormindo. Usava um vestido lindo branco, era para casamento, estava descalço e confuso.

 

“Isa!”

Chamou Vitória.

 

Ela virou e atacaram, elas lutou, Isa era mais forte derrubou Vitória ao chão, meteu tapas em seu rosto, sabia que estava ferida por conta do sol naquele dia, tirou verbena em suas feridas, Vitória ficou a gritar no chão. Finalmente Isa pegou uma estaca tentou acerta-la, num instante Vitória virou-se e levantou, tornou a lutar, tentou dois socos, mas Isa segurou sua mão e a quebrou. Num instante Vitória conseguiu se curar, Isa meteu a estaca em seu braço e puxou, depois meteu em seu ombro, Vitoria caiu de joelho, Isa levantou a estaca e no momento em que ia acertar no coração de Vitoria uma bala a atingiu na barriga por trás. Ligeiramente ela fugiu, correu pela floresta. O índio Marlon não a seguiu, preferiu ajudar Vitoria que estava ferida ao chão.

 


 

Na Praça Isa encontrou-se com Dodge.

 

“Jogou muito bem”

Disse Dodge.

 

“Não teria conseguido se você não tivesse dado as dicas a Vitória.”

Disse ela sorrindo.

 

“Você é tão culpada quanto eu!”

 


 

06 | MEU LANCHINHO VOU COMER

 

[Meu lanchinho, meu lanchinho, vou comer, vou comer…].

 

Na escola Vitória e Jack entraram de mãos dadas que logo chamou a atenção da diretora. Foram até seus armários pegarem seus materiais colocaram tudo em suas mochilas e se beijaram.

 

“Nada de namorar aqui”

Isa a diretora chamou a atenção. Logo Vitória saiu a encarando e Jack continuou ali.

 

“Sabe algo sobre Kate?”

 

“Hans?”

Perguntou Isa, pois não havia escutado nada.

 

“Sabe algo sobre Kate?”

 

“Por que algum problema? Acho que deveria entrar para sala”.

Expulsou a diretora.

 


 

No refeitório.

 

“Foi muito estranho quando falei de Kate a ela. Será mesmo?”

Disse Jack a Vitória.

 

“Vamos tirar está história a limpo ainda hoje”

 


 

  • Cheguei animada para o trabalho, mas algo estavam estranhos, Marlon, Vitória e Jack estavam me tratando diferente como se algo tivesse acontecido.

 


 

“Pode me dizer o que está havendo?”

Isa perguntou a Vitória, estavam na quadra de esportes.

 

“E você ainda pergunta?”

 

“Isa estamos desapontados com você, mas tudo bem, vamos dar um jeito.”

Disse Marlon.

 

“O que você está falando?”

Perguntou Isa confusa.

 

“Você matou Kate e quase matou Vitória também”

Explicou Marlon.

 

“Eu não fiz isto é impossível, não estou me alimentando, não tenho forcas para isto”.

Explicou Isa.

 

“Quanta baboseira”

Disse Vitória saindo.

 

“Não fiz nada disso.”

 


 

-À noite Marlon me levou até a tribo, havia 07 homens lá que cuidaram de min, mas não esperava por isto. Eles me prenderam em uma corrente exatamente como minha madrasta havia feito. Mas desta vez eu estava certa e tinha certeza que não havia feito nada daquilo. Sempre que a maldição me acontecia me recordava no dia seguinte. Estava muito confusa. Passei alguns dias presa ao cativeiro. Quando sai percebi que Marlon e a nova diretora estavam tendo um relacionamento mais sério.

 

“Então Isa não vai querer mesmo me acompanhar. Você sabe ou faz isto por bem ou faz por mal”.

Ameaçou Alan aproximando-se. Estávamos a sós na quadra.

 

“Eu nunca vou me casar com você.”

 

“Então terá que fazer por mal. Trouxe um presentinho para você.”

Seu filho, um garoto loiro também de olhos verdes apareceu com uma aluna, ela estava com a boca tampada, acorrentada ao pescoço, sangue em todo seu corpo, havia recebido uma surra, descobri pelas marcas.

 

“Ah meu deus. Parem!”

 

Ela tentou um grito e o filho De Alan deu uma ajoelhada em sua barriga. Ela estava ao chão ferido, não me contive. Transformei-me em criança e em seguida em vampiro. Fiz um bom proveito. Não me arrependo disso, faria de novo sem pensar duas vezes.

Foi ainda melhor quando cantei:

Meu lanchinho, meu lanchinho, vou comer, vou comer…

 


 


07 | TIO

 

[Bobinho!]

 

“Agora exijo a troca”

Disse Alan quando terminei a refeição. Mal ele sabia o quanto estava forte naquele momento.

 

“Não pode lutar comigo”

Disse ele.

 

“Não pode me forçar a casar com você.”

 

“Marlon não casaria com você, ele não te ama. Você é um monstro, deveria deixar eu te ajudar, no fim das contas nos dois sai ganhando. Precisa de um amor verdadeiro para quebrar a maldição não é?”

 

“Você meu amor verdadeiro? Não me faça rir, acabei de comer não faz bem”.

Disse Isa irônica.

 

“O que vai acontecer quando ele souber da verdade?”

Ameaçou Alan.

 

“Ele não vai acreditar”

 

“Veremos”

 

“Obrigado pelo lanche”

 


 

Voltei às tarefas, Marlon entrou na sala me perguntando se estava bem. Respondi que sim.

 

“Não vou para casa hoje. Eu e Jessica vamos sair.”

Disse Marlon e logo Isa ficou desapontada.

 

“Está bem”

 


 

  • Após o que ele me disse senti uma grande raiva. Queria sumir dali e não voltar nunca mais. Estava distraída e bati sem querer em um professor.

 

“Ah desculpa”

Pedi. Os livros caíram ao chão.

 

Agachamos e catamos.

 

“Você é tão bela.”

Elogiou-o.

 

“Obrigado disse sem jeito.”

 

“Prazer Gael. Professor de educação física.”

 

“Ah. Isabela. Diretora”.

 

Cumprimentei e ele saiu para dar sua aula. Assim que terminou e todos os alunos saíram da quadra fui até lá conversar um pouco mais com o novo professor. Desta vez fui diferente, me transformei em criança.

 

“Olá tio”

Disse meiga.

 

“Ah oi. As aulas acabaram”.

 

“Que isto? Para min não”.

 

“Como não?”

Perguntou ele confuso.

 

“Agora que o jogo vai começar tio”

Mostrei meus dentes, ele fez cara de assustado o que me deixou ainda com mais vontade de mata-lo. Ele tentou correr, parei em sua frente.

 

“Você é apenas uma criança”

 

“Bobinho”

Respondi e o ataquei, mordi seu pescoço, este foi o meu jogo.

 

“Adeus tio”

Larguei o resto do corpo ao chão.

 


 


08 | PASSAR O ANEL

 

[“Ela é apenas um criança.”.

 

“[E eu sou apenas uma princesa”]

 

Os policiais verificavam a cena do crime, Vitória e Jack pegaram as câmeras de segurança para obter imagens, viram apenas uma garotinha linda, branca como a neve com um laco vermelho em seu cabelo negro, a entrar na quadra.

 

“Estranho não me recordo desta garota aqui”

Disse Vitória.

 

“Ela é apenas um criança.”

 

“E eu sou apenas uma princesa”

 


 

  • Eu estava de volta, com mais fome e com mais vontade de matar, estava feliz ate que…

 

“Vou me casar com Jessica, precisamos da sua bênção”.

Disse Marlon ao índio principal da tribo. Era o mais forte e mais respeitado, também era o mais velho e experiente, era ele quem sabia de todos os segredos, todas as maldições, tudo relacionado a bruxas, vampiros e lobos o Ki respondia. Por ser um índio ele falava de modo difícil que muitas vezes não me fazia compreender. Ele continuou a falar e eu entrei em modo de desespero, estava tão atordoada com o que acabara de ouvir que depois disso fiquei praticamente surda.

 


 

  • Na escola todos comentavam sobre o casamento dos professores. Já eu achava tudo perda de tempo e babaquice, ha o amor, ele não existe, tudo não passa de mentiras, ficção, apenas ilusões que criamos para se adaptar a este mundo tão cruel e rude. Avistei Marlon mostrando a aliança a Vitória e tive uma ideia. Na hora do recreio coloquei meu laco vermelho bem infantil, entrei sem ser percebida na sala de Marlon e roubei o anel. Reuni varias crianças e as chamei para brincar de passar o anel. Assim que entreguei o anel nas mãos de uma criança disse que tinha que ir ao banheiro, escolhi outra garota para brincar no meu lugar e sumi. O sinal tocou e Marlon percebeu o sumiço da aliança, fiquei a rir no banheiro, foi divertido, ele procurou e procurou, mas não encontrou. Era muito divertido ser criança novamente.

 


 


09 | GATINHO

 

[“O gatinho está na árvore. Coitadinho o salve, por favor,”].

 

-Após me divertir na escola fui para casa ainda como criança, foi bem divertido, mas estava com fome. Despedi-me das outras crianças e andei em direção à tribo, no caminho da floresta vi um gatinho perdido ali, lá vinha um homem que provavelmente estava caçando o animal. Tive uma ideia. Com jeitinho abaixei e acariciei o gato, pedi para que subisse na árvore. O homem chegou perguntando e eu apontei com dedo indicador para o gatinho em cima da árvore.

 

“O gatinho está na árvore. Coitadinho o salve, por favor,”.

 

Disse meiga.

 

O homem subiu na árvore, como já havia dito a natureza está o meu favor, fiz com que o galho se quebrasse, o homem caiu ao chão, bateu forte a cabeça e morreu, avistei sangue, senti o cheiro estava perfeito até suspirei e mordi os lábios. Ataquei o homem com minhas presas, quando terminei subi na árvore e peguei o gatinho.

 


 

10 | LAÇOS

 

[“Eu não posso é uma criança”]

 

O dia do casamento finalmente chegou todos se preparavam exceto Vitória que não gostava muito destas coisas e Isa que era totalmente contra a união.

 


 

  • O casamento! Estava prestes a acontecer, eu tinha que fazer algo para impedir, estava na floresta e tive uma ideia.

 


 

“Eu os declaro, marido e mulher, se ha alguém contra este casamento que fale agora”.

Disse o padre. Houve um silencio e der repente à porta da igreja abriu-se, três tigres. Logo todos subiram em seus bancos.

 

“Olha comida!”

Brincou Vitória.

 

“Espere”

Disse Jack.

 

“Isto não pode ser! Continue o casamento”.

Gritou Marlon.

 

Um do tigre correu em direção ao padre e arrancou sua cabeça o outro ficou andando procurando uma vitima.

 

Uma garota apareceu na porta, ela domava os animais, olhou em direção a noiva que logo saiu correndo. Todos gritavam e procuravam algum lugar para subir.

 

“Agora?”

Perguntou Vitória.

 

“Agora”

Afirmou Marlon.

 

Eles pegaram suas estacas e tentaram acertar os tigres, Vitória viu o corpo do padre ensanguentado. Seus olhos ficaram vermelhos.

“Vitória não!”

Disse Jack puxando-a

 

A garota fez com que o tigre subisse em cima de um banco e matasse um das convidadas. Logo o resto saiu correndo para fugir, mas um vento forte fez a porta se fechar. Os tigres fizeram novos vitimas, a garota procurava pela noiva.

 

“Eu não vou conseguir”

Disse Vitoria.

 

A garotinha continuava a procurar pela noiva, mas ela sumiu, realmente não estava mais ali. Ficou ainda mais furiosa, abriu a porta da igreja e alguns correram pombos para todos os lados que atacavam as pessoas, eram muitos praticamente 100 ou 200.

 

“Marlon a garota, acabe com ela”.

Gritou Vitória.

 

“Eu não posso é uma criança”

Gritou Marlon.

 

“Deixe comigo então.”

Disse Jack pegando uma arma.

 

Der repente um cavalo apareceu e o atropelou.

 

“Jack!”

Gritou Vitória.

 

A garota subiu ao cavalo e fugiu, pois já havia conseguido o que queria.

 


 

11 | NEVE

 

[Pequena]

 

Ele estava ferido ao chão, sangue em seu joelho, Vitória conseguiu se controlar com os outros, mas ele, com ele eram diferentes. Estava sem folego não aguentaria muito tempo. Uma estaca foi enfiada próxima a seu coração, foi Marlon, este sabia dos riscos, mas preferiu isto a ver Vitória se transformar e pior machuca-lo. Ela caiu fraca ao chão, desacordada.

 


 

  • Quando soube de Vitória fiquei me sentindo culpada, gostava dela. Estava perdida e sem saber o que fazer. Estava ficando fora de controle, estava sendo muito difícil admito. No meio de tantas magoas e tristezas uma Vitória, o casamento foi destruído.

 


 

A princesa estava na cama, à ferida estava feia.

 

“Quando eu sair daqui vou matar aquela maldita criancinha”

Reclamou Vitória.

 

Estava deitada na cama. Alguém que ela não queria ver apareceu.

 

“Como você esta?”

Perguntou Isa entrando.

 

“Não precisa saber, você não se importa mesmo.”

 

“Sei quem é garota de laco vermelho”

Disse Isa.

 

“Vou ficar bem”

 

“Não era eu na floresta.”

Insistiu Isa.

 

“Quanta baboseira, pode, por favor, se retirar.”

 

“Preciso da sua ajuda, preciso que acredite em min”.

 

“Sai!”

Gritou Vitória.

 

“Isa, por favor!”

Pediu Marlon.

 

Então Isa saiu. Em seguida Ki o índio mais experiente entrou e trouxe remédios a Vitória.

 


 

-Eu estava me sentindo mal por Vitória, nunca me senti tão triste, foi bom ter destruído o casamento, mas não valeu tanto a pena quando vi que Vitória não me perdoaria, principalmente por algo que não fiz, tenho noção dos meus atos, admito que enquanto fui criança fiz muitas besteiras e machuquei muitas pessoas, mas não machuquei Vitória e nem Kate.

 

Estava descontrolada, deixei minhas lagrimas caírem e o céu desabar, chuva forte com raios e trovões, a energia do campo acabou, o vento batia forte, estava doendo muito em min, eu tinha que por tudo para fora, a chuva agora caia como pedras de gelo, destruiu muitas casas ali no campo, um pouco mais tarde cessou e algo precioso caiu dos céus, neve, em um lugar onde a temperatura era acima de 20ºc, todos se perguntavam como era possível, e eu continuei a chorar, estava na floresta que agora estava sendo coberta m.

Por muita neve, deitei ao chão, vi macas no alto e com o vento fiz com que caísse próximo a min. Seria uma longa noite.

 


 

12 | PORÇÃO

 

[Com isto serei um príncipe]

 

A neve estava muito forte lá fora, fria.

 

“Temos neve isso é demais”

Disse Jack animado.

 

“Não teremos aula”

Comemorou Vitória.

 

“Isto é serio ha algo errado aqui”

Disse Marlon bravo.

 

“Ele tem razão, é uma ameaça esta neve toda.”

Disse o índio Ki, ele não falava muito nossa língua, mas a situação estava tão seria que fez um esforço.

 

“O que você acha que é”? ‘

Perguntou Jack.

 

“Só uma coisa pode fazer isto.”

Disse Marlon.

 

“Bruxas”

Respondeu Ki.

 

“Ótimo descobrimos quem é e matamos.”

Opinou Vitória.

 

“Não é tão simples assim, bruxas são muito poderosas, elas podem destruir um vampiro em um piscar de olhos.”

Explicou Ki.

 

“Ótimo já não bastava àquela criancinha e agora isto.”

Resmungou Vitória.

 

“A criança! Quem pode controlar animais possivelmente pode controlar também a natureza.”

Explicou Ki.

 

“Não vejo a hora de matar esta garota”

Disse Vitória irritada.

 


 

O sol se pôs, todos os índios estava reunidos fazendo o treinamento que faziam todos os dias, uns ajudavam os outros com a luta, eles eram muito bons, mas não o bastante. Alguém do mal se aproximava. O vento bateu forte. Era a mãe de Vitória junto com seu pai, estavam ali também John, Alan, Dodge e seu pai.

 

“Esta faltando AL”

Antes de Vitória continuar a falar uma estaca atravessou sua barriga, esta caiu ao chão, os índios reagiram, algum homem cataram suas armas, flechas com verbenas e atirou nos intrusos, mas eles pegaram as flechas em mãos e quebrou logo os homens ficaram bestas com o que viu e soltou às flechas, outros índios se transformaram em vampiros e lobos, uma luta iniciou ali, sem nenhuma dificuldade os intrusos machucaram a maioria dos índios. Os intrusos os machucavam com estacas e verbena.

 

“O que vocês querem?”

Perguntou Marlon gritando.

 

“Entregue a porção”

Exigiu a mãe de Vitória.

 

“Que porção”? ‘

Perguntou Jack desesperado, Vitória estava ao chão morrendo.

 

“Então Isa não passou o recado”? ‘

Perguntou Alan.

 

“Destruam tudo antes do sol se por”

Gritou a mãe de Vitória.

Os intrusos destruíram tudo a procura da porção.

 

O sol já estava se pondo quando finalmente Dodge encontrou uma maca.

 

“Encontrei!”

Gritou ele.

 

Todos os índios estavam ao chão, exceto Ki, este tentou ainda lutar com Dodge, mas não conseguiu Dodge o jogou no chão abrindo uma cratera ali, os intrusos ateou fogo em tudo e fugiu com a porção em mãos.

 


 


13 | BEIJO

 

[Ingênua]

 

A neve ainda caia forte na cabeça de Isa quando esta se surpreendeu com a chegada de Marlon.

 

“Olá esta bem?”

Perguntou este.

 

“Sim”

 

“Não minta, já sei de tudo, Alan me disse tudo.”

 

“Tudo?”

Perguntou Isa confusa e surpresa.

 

“A maldição. Sinto muito, mas posso te ajudar!”

 

“Como pode? Ninguém pode!”

Disse Isa em choro.

 

“É impossível”

Continuou. Tampo o rosto com as mãos, estava tão bela com seu vestido branco com luvas também brancas nas mãos, ela chorava muito, seus olhos ficaram vermelhos, Marlon observou quando esta tirou a mão do rosto.

 

“Eu posso te ajudar.”

Disse Marlon aproximando-se. Ela balançou a cabeça desacreditando. A neve ainda estava forte, estava frios ali, os lábios de Isa estava branco como seu vestido e sua pele. Sem medo este continuo a aproximar, pegou algo dentro do bolso do, sobretudo que vestia por conta do frio. Era uma maca.

 

“Aqui esta porção. Isto tem o mesmo poder do amor”.

 

“Não pode me beijar?”

Perguntou Isa.

 

“Estou com medo.”

Ele estendeu a mão, Isa afastou dando passos curtos para trás. Então Marlon mordeu a maca, andou em direção a Isa e a beijou.

 


 


14 | ESPELHO, ESPELHO MEU.

 

[“Ah Isa, como pode acreditar no amor?”].

 

  • Aconteceu, o que estava esperando há muito tempo finalmente aconteceu, senti seus lábios macios aos meus, uma sensação de energia vindo da minha barriga, no mesmo instante tudo em min estava diferente, era bom, nunca me senti assim, ele passou algo para minha boca e me lembrei da porção, parou de me beijar e eu então engoli a porção, mas algo aconteceu algo estava errado, não consegui engolir tudo, estava presa em minha garganta, vi Marlon cuspir ao chão, eu tossi tentando por para fora, mas não consegui, continuei a tossir, afastei-me de Marlon ao perceber, mas era tarde, minha visão estava escurecendo, cai ao chão coberto de neve sem perceber, me arrastei tentando fugir dele, me arrastava e tossia, não enxergava mais nada apenas ouvi seus passos e senti o frio batendo em min.

 

“Ah Isa, como pode acreditar no amor?”

 

Tossi novamente.

Minha visão estava voltando. Vi Marlon caminhar para perto de min. Continuei tossindo. Tentei dizer algo, mas não consegui.

 

“Isto vai ser bem divertido. Olhe pra você tão frágil quanto à neve.”

Ele se transformou em outra pessoa, era uma princesa e usava um vestido preto.

Tentei dizer ‘Vitória’ mas não consegui, fiquei ainda mais fraca e me entreguei ao chão. Cai olhando para o céu nublado. Estava morrendo, estava engasgada, não conseguia mais respirar, estava sem folego.

 

“Espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?”

Ouvi Vitória dizer, e antes do espelho responder dei meu ultimo suspiro.

 


 


15 | NOTA

 

AH O AMOR!

OLHA O QUE FEZ COMIGO!

FUI INGENUA E BURRA.

COMO PUDE PENSAR QUE ELE UM DIA ME AMARIA?

APROVEITADOR, MAL, APENAS MAIS UM QUE QUER SE DAR BEM MUITO FACIL, UM CAÇADOR QUE ESTÁ A MINHA BUSCA Há ANOS, COMO EU PUDE SER TAO FRAGIL?

 

É isto que a falta de amor faz, nos torna fria como a neve.

 


 

16 | CONTO

 

[Branca de neve]

 

No meio de toda a neve alguns índios que sobreviveram ao atentado procuravam por Isa que estava desaparecida há dias.

 

“Encontrei!”

Gritou Vitória

 

Logo todos correram. Isa estava lá deitada no chão desacordada.

 

“O que houve? O que é isso? Por que ela não acorda?”

 

Perguntou Vitória confusa.

Logo Marlon e os outros aproximou e tentaram acorda-la.

 

“Meu deus, o que é isto?”

Disse Marlon confuso.

 


 

No hospital o médico disse a todos que Isa estava bem.

 

“Bem? Como bem? Ela não acorda”.

Indagou Vitória mostrando indignação.

 

“É isto mesmo, ela esta bem, apenas dormindo, mas esta bem.”

Insistiu o medico.

 

“Você é louco”

Disse Vitória.

 

“Vamos ter de descobrir o que houve”

Opinou Marlon.

 

“Esta bem, investigando, primeiro uma chuva de neve depois sono profundo”.

Disse Jack.

 

“Isto pra min parece um conto”

Disse Vitória.

 

“Branca de neve?”

Perguntou Jack.

 

“Por que não? Já viu alguém dormir assim? E de onde saiu toda esta neve?”

Questionou Vitoria.

 

“Então o que salva ela? Um beijo de amor verdadeiro?”

Pergunta Jack olhando para Marlon.

 

“Estão exagerando, e eu não a amo, vou me casar com outra mulher.”

Disse Marlon, ele não acreditou na hipótese.

 

“Minha vez, investigando. Muito bem temos a branca de neve, temos a maca.”

Explicou Vitória.

 

“Que por acaso pode ser a porção.”

Continuou Jack fugindo do assunto.

 

“Não faz sentido, não é este o objetivo da porção.”

Disse Marlon.

 

“Ele esta certo não fuja do assunto, Isa não fugiria com a maca, não vi ela no atentado.”

Opinou Vitória.

 

“Onde ela estava afinal?”

Perguntou Marlon.

 

“Continuando. Temos a branca de neve, a maca, falta à bruxa e o caçador. Quem seria a bruxa?”

Pergunta Vitória.

 

“Alguém que tem inveja da beleza de Isa. Alguém que a odeia muito.”

Disse Jack.

 

“Jessica?”

Opinou Vitória.

 

“Não, vocês estão exagerando.”

Disse Marlon furioso.

 

“Esta bem chega de era uma vez, vou voltar à cena e ver se descubro algo”.

Disse Vitória saindo.

 

“Vou pesquisar”

Disse Jack também saindo.

 


 


17 | UMA ESTACA E O BEIJO

 

[“Você enfiou uma estaca próximo a meu coração.”].

 

“Vitória!”

 

“Sou eu!”

Disse as duas em sincronia.

 

“Ela esta mentindo”

Disse uma que estava um pouco mais próximo a arvore.

 

“Ela esta mentindo”

Disse também a outra apontando o dedo.

 

“E agora?”

Perguntou Jack confuso.

 

“Jack sou eu Vitória.”

Disse a primeira.

 

“Não Jack não acredita nela, esta mentindo , sou eu.”

Disse a outra.

 

“Jack acredita em min”

Disse a primeira novamente.

 

“Não, você sabe que eu sou a verdadeira Vitória.”

Disse a outra.

 

“Eu sou uma princesa.”

Disse a primeira.

 

“Jack eu não sou princesa, acredita em min, eu sou a Vitória.”

Disse a outra, logo a primeira a atacou empurrando-a ao chão, Jack não tirou o olho da segunda, pois sua intuição dizia que era a verdadeira.

Elas estavam lutando ao chão. A primeira deu um soco no rosto e na barriga da outra, esta revidou e levantou, as duas lutavam agora em pé, e Jack continuou seguindo o seu olhar para a segunda.

 

“Jack use a estaca nela.”

Gritou à primeira.

 

“Não Jack, não chega perto, pode se machucar.”

Disse a segunda ele teve mais certeza, pegou a estaca no seu bolso. A luta entre elas continuava, a segunda jogou a primeira na arvore com toda sua forca, ela caiu ao chão tonto, levantou e foi então que Jack correu e enfiou a estaca próximo ao seu coração. No mesmo instante ela soltou um suspiro e caiu ajoelhada.

 

“Jack”

Disse ela chorando.

 

“Olha não é que você é mesmo burro.”

Disse a segunda.

 

“Quem é você?”

Perguntou Jack.

 

“Sou apenas uma criança”

Ela transformou numa criança linda de pele branca, olhos e cabelos negros, laco vermelho na cabeça.

 

“Já me diverti por hoje”

Ela correu, Jack foi socorrer a verdadeira Vitória.

 

“Prometa-me uma coisa”

Disse ela ao chão ferido e chorando.

 

“Desculpe-me”

Disse ele chorando.

 

“Prometa-me”

 

“Diga”

 

“Quando eu pedir para correr”

Disse ela.

 

“Corra muito!”

Completou-a cochichando.

 

“O que vai fazer?”

 

Ela mordeu seu braço e sugou seu sangue.

 

“Jack agora! Corra!”

Ele saiu correndo. Ela ainda mais rápido levantou e correu também, se jogou no chão tentando se impedir de mata-lo, não deu certo, levantou-se e correu atrás dele. Estava mais próxima, antes de toca-lo algo jogou ela ao chão. Abriu os olhos e viu Dodge em cima de si.

 

“Olá princesa”

Disse ele por cima olhando nos olhos vermelhos dela.

 

Ela tentou lutar e não conseguiu.

 

“Fique calma!”

Ordenou Dodge.

 

“Olhe isto!”

Dodge avistou sangue na boca de Vitória, enquanto isso Jack observava de longe.

 

“Parece bom!”

Disse Dodge, ele segurou firmes os braços de Vitória e a beijou. Ela não impediu, deixou acontecer.

 

“Realmente é bom, deu vontade de tomar mais.”

Disse Dodge olhando para Jack com vontade de mata-lo.

 

“Se tocar nele.”

Ameaçou Vitória.

 

“Acalme-se Princesa”

Ele saiu de cima dela.

 

“Finalmente, achei que não viria nunca”.

Completou Dodge olhando Marlon vendo o chegar.

 

“O que houve?”

Perguntou este.

 

“Nada!”

Respondeu Dodge jogando Vitória em uma espécie de boieiro. Ele tampou e ela pulou tentando sair.

 

“E dentada.”

Ele saiu correndo dali.

 

Jack foi ate o bueiro sem medo.

 

“Não faca isso!”

Opinou Marlon. Ele insistiu e continuou, olhou para baixo e viu Vitória furiosa.

 

“Por que o beijou?”

Perguntou Jack bastante furioso.

 

“Você enfiou uma estaca próximo a meu coração.”

 


 

Agora que todos estava bem se reuniram.

 

“O que descobriu com suas pesquisas?”

Perguntou Marlon a Jack. Eles entraram na delegacia numa salinha escura.

 

“Isto”

Disse Jack apontando para um homem de aparência velha.

 

“Quem é ele?”

Perguntou Vitória.

 


 


18 | ENREGELADO

 

[“Deveria me agradecer, sua filha é muito elevada. Garotinha mal.”].

 

“Chamo-me Keffer e não temos muito tempo, tenho que ver logo minha filha. Esta correndo perigo.”

Disse o senhor de cabelos grisalhos.

 

“Isa? Sua filha?”

Perguntou Vitória.

 

“Sim, ela esta correndo perigo.”

 

“Vamos!”

Chamou Marlon.

 


 

Andaram pela floresta, Marlon deixou Isa com os índios, confiava muito neles.

“Por que diz que ela esta correndo perigo? Eles não a machucaria.”

Perguntou Jack.

 

“Jeanne!”

 

“Quem é esta?”

Pergunta Vitória. Eles andavam e conversavam pela floresta.

 

“Minha esposa, uma pessoa má que quer destruir Isa minha filha.”

 

“Mas por quê?”

Perguntou Marlon.

 

“Inveja!”

 

“Jeanne é perigosa?”

 

“Muito, ela é uma bruxa original, faz coisas incríveis, pode se transformar em qualquer pessoa, ela pode manipular os fracos, hipnotiza-los, fazer com que eles lhe contem qualquer segredo.”

 

“Se transformar em qualquer pessoa?”

Pergunta Marlon.

 

“Isto mesmo, ela pode copiar a forma de qualquer pessoa.”

 

“Então é melhor corrermos, já vi esta historia antes”.

Disse Jack.

Eles começaram a correr pela floresta, Vitória e Jack na frente.

 

“Vê se dessa vez não enfia uma estaca em min”

Brigou Vitória em seguida correu mais rápido deixando os outros para trás.

 


 

Entraram em um túnel, Marlon, Jack segurando uma estaca e Killffer, se assustaram ao ver Vitória pregada na parede com uma estaca.

 

“Poxa vocês demoraram!”

Brigou ela sentindo dores, sua voz saia fraca.

 

“Vitória!”

Disse Jack aproximando-se assustado.

 

“Deixe comigo!”

Disse Marlon puxando a estaca. Ela colocou as mãos nos joelhos, tomou folego, tocou em sua barriga e observou sangue.

 

“Pro lado de lá”

Disse Vitória apontando o dedo para o lado direito.

“Os 07 homens foram congelados, e quebrados, então cuidado ha muito gelo no chão.”

Disse Vitória se referindo aos índios.

 

Correram ate lá, avistaram Isa congelada em cima de uma pedra e uma mulher linda com cabelos loiros lutando com espadas também com um homem loiro.

 

“Jessica!”

Gritou Marlon.

 

“Alan?”

Perguntou Vitória.

 

“Ela esta tentando matar Isa!”

Disse o homem loiro se defendendo com a espada quando a mulher tentou acertar seu pescoço. Eles lutavam, ela parecia mais rápido e mais forte, com isto ela fazia vários movimentos com a espada e o outro se afastava para trás.

 

“Jessica o que esta fazendo?”

Gritou Marlon. Finalmente Alan perdeu sua espada deixando cair ao chão, sem pensar muito ela enfiou a espada ao coração dele.

 

“Esta não é Jessica.”

Disse Keffer quebrando o gelo que cobria Isa com uma espada.

 

“Não existe nenhuma Jessica.”

Disse ela transformando-se em Vitória novamente.

 

“Isto que é amor”

Disse Vitória.

 

“Sabe o que é mais divertido, tudo o que eu sinto, ela também sente.”

Disse a falsa Vitória. Ela tirou uma estaca do casaco e enfiou em sua própria barriga, logo Vitória verdadeira caiu ao chão com a dor.

 

“Vitória!”

Gritou Jack.

 

Ela estava sem folego, havia muito sangue derramado ali, Jack ajoelhou e pediu pra que aguentasse um pouco mais.

 

Furioso Marlon a atacou, eles estavam lutando.

 

“Não pode me machucar, se fizer isto vai atingir sua princesinha.”

Disse a Vitória falsa largando a espada.

 

“Boboca!”

Disse ela, ele com raiva enfiou sua espada na barriga dela, logo Vitória verdadeira se contorcia ao chão.

 

“Pare esta machucando ela!”

Gritou Jack. Havia muito sangue no chão, ela estava sem folego. Estava morrendo, quase fechando os olhos, ele estava com a mão em seu rosto tentando anima-la.

 

“Vitória não dorme, por favor, no dorme. Abre os olhos.”

Insistiu ele, mas ela não resistiu.

 

Os outros ainda lutava e Keffer tentava acordar sua filha.

 

“Ótimo, agora vou para a próxima princesa.”

Ela fez um movimento com a mão, Marlon caiu ao chão sentindo uma dor imensa. Estava sendo congelado, sentia muito frio. Ela caminhou ate Keffer e Isa.

 

“Como pode?”

Disse Keffer.

 

“Deveria me agradecer, sua filha é muito elevada. Garotinha mal.”.

A espada que estava nas mãos de Kiefer voou longe com um simples movimento que Jeane fez com a mão.

 

“É tudo culpa sua.”

 

“Espelho, espelho meu existe alguém mais bela do que eu?”

Vidros se formaram nas mãos de Jeanne. Ela olhou para ele, abriu a mão e elevou ate os olhos dele atirou vidros em seu rosto, um casco enorme se formava na sua outra mão, ela elevou ate o coração dele e atirou, o impacto foi muito forte, ele ficou pregado na parede com todos os vidros, muito sangue em todos os lados. Jack estava assustado observando sem reação.

“Daqui a pouco chega sua vez, você vai ser meu lanche.”

 


 

Tiros atingiu a bruxa, o fazendo cair ao chão, assustado Jack procurou saber o que era. Aproximou-se correndo para checar se ela estava ainda estava viva.

 

“O que houve?”

Perguntou Marlon abrindo os olhos com muita dificuldade se arrastou para próximo de Isa que estava deitada em uma pedra gigante, adorme cedida.

 

“Eu não sei”

Respondeu Jack.

 

“Nossa deu certo mesmo! E de nada, ‘Príncipe’.”

Disse Dodge entrando.

 

“Você?”

Perguntou Jack assustado.

 

“Ora, posso cuidar da sua princesa?”

Perguntou Dodge.

 

“Por que eu confiaria em você?”

Perguntou Jack desconfiado.

 

“Por que eu acabei de ajudar vocês.”

 

“Esta bem!”

Jack permitiu, pois o estado de Vitória era grave, ela estava mal talvez ate morta. Logo Dodge pegou a princesa no colo e saiu e Jack ajudou Marlon chegar ate Isa. Este ainda com esperança aproximou-se do rosto dela, ele parecia estar congelado, sentia muito frio, estava tremendos, seus lábios roxos e mãos muito frias. Ele apoiou seus cotovelos na pedra, estava fraco e cairia a qualquer instante, aproximou-se do rosto de Isa e deixou seus lábios bem juntos aos dela, suas pernas enfraqueceram, ele caiu ao chão lutando para não fechar os olhos, mas ate seus cabelos que eram negros ficaram brancos, der repente Marlon estava ali possivelmente morto e congelado.

 


 

19 | BRANCA DE NEVE

 

[Você é do bem?].

 

-Aquecida, me senti aquecida, não sabia ao certo o que estava acontecendo, na verdade era uma sensação boa, a melhor que já senti desde então. Sentia-me sonolenta, meus olhos estavam pesados, lentamente os abri me sentia fraca como se estivesse dormindo há muito tempo, meu corpo parecia estar mais cansado que o normal, abri os olhos.

 


 

“Isa!”

Disse Jack surpreso e feliz.

 

“Isa você esta bem! Deu certo.”

 

Ela confusa se ergueu e logo viu o corpo de Marlon congelado ao chão.

 

“Marlon!”

Ela gritou saltando-se da pedra, ajoelhou próximo a ele e o chamou.

 

“Marlon! Marlon, o que houve, eu não queria fazer isto, não com você não, eu não queria te machucar”.

Disse ela em lagrimas.

 

“Marlon, por favor, acorde, me perdoa, o que foi que fiz? Alguém me ajuda”.

Gritava Isa desesperada.

 

“Isa”

Disse Jack baixinho.

Ela direcionou os olhos para a parede logo reconheceu seu pai. Atordoada com tudo aquilo, ela gritou muito alto, transformando-se em uma criança seus gritos saia finos e mais fortes.

 


 

“Acho que você virou a verdadeira branca de neve.”

Brincou Dodge ao ver Vitória acordar que logo deu um grito com o susto.

 

“Calma princesa, viu como sou uma boa pessoa? Salvei sua vida”.

 

“O troco de que?”

 

“Fiz por amor a você”

 

“Não seja ridículo. O que aconteceu? Cadê Isa, Marlon, ai meu deus Jack”.

Ela tentou levantar.

 

“Acalme-se que seu príncipe esta muito bem.”

Disse Dodge segurando Vitória.

 

“E a bruxa?”

 

“Dei um jeito nela, sabe que não sou falho.”

 

“Tenho que ir ver ele.”

 

“Já disse que ele esta bem, a menos que Isa tenha acordado.”

No mesmo instante o celular de Vitória tocou.

 

“Isa acordou?”

Perguntou Vitória, ouviu a resposta, largou o celular ao chão e saiu correndo.

 


 

“Isa você tem que se acalmar”

Pediu Jack. Ela ficou ainda mais furiosa, o vento ficou mais forte, o chão ficou coberto de gelo, o frio estava intenso, fumaça saia da boca de Jack, ele estava congelando.

 

“Isa”

Pediu sentindo-se fraco, estava com muito frio.

 

“Isa”

Pediu ele mais uma ultima vez, caiu ao chão.

 

“Jack!”

Gritou Vitória correndo ate ele, mas foi impedida por Isa que a fez deslizar com um vento que criou em suas mãos, Vitória caiu ao chão, levantou, mas logo caiu novamente. Isa deixou o gelo bem liso de proposito, Vitória ficou furiosa e arremessou verbena nela, por estar fraca deu certo, a outra conseguiu levantar-se correu em direção a ela, as duas estavam com estacas nas mãos tentando uma atingir a outra. Lutavam como se estivesse com espadas, Vitória tentou um golpe na barriga de Isa, mas esta defendeu, tentou outro em seu braço e não houve sucesso, por serem vampiras lutavam muito rápido, nenhuma das duas obteve sucesso. Mais uma vez Vitoria tenta atingir a barriga e depois a cabeça de Isa, mas sem nenhum sucesso.

 

“Vamos deixar isso mais divertido”

Disse Isa à criança.

 

Uma arvore brotou der repente do chão, Isa estava em cima controlando tudo, Vitória olhava assustada, era gigante, os galhos começaram a lançar em Vitória, esta lutava contra eles com as estacas em mãos, ela era muito rápido, dava chutes e socos nos galhos que era jogado em sua direção, der repente varias rosas brotou também do chão, não era rosa comuns, eram gigantes do tamanho da arvore, vários espinhos começaram a se lançar no ar a fim de atingir Vitória, a garotinha controlava tudo com as mãos. Em meio a tantos espinhos Vitória lutou, mas foi atingida por dois, um em sua perna direita e outro no seu ombro esquerdo. Alguém chegou atirando, era Dodge, alguns espinhos foram destruídos com os tiros, Isa ficou ainda mais furiosa, ele mirou em Isa e Vitória logo soube que ele atiraria, com dificuldades pulou em cima dele tentando pegar a arma. Ela segurou a mão dele para cima fazendo-o perder a mira, eles lutavam pela arama-o ver aquilo Isa viu que Vitória se importava com ela, ficou confusa, pois foi Vitória quem entregou a maca em suas mãos, deixou suas lagrimas cair, Vitória empurrou Dodge ao chão ficando por cima dele.

 

“Está bem princesa você venceu e eu estou adorando isto.”

 

Tudo ali se acalmou der repente, a arvore virou pó nos seus pês, as rosas caíram ao chão e toda a neve e gelo foram derretidos.

 

“Perdeu Princesa!”

Disse Dodge quando Vitoria se distraiu com Isa e foi jogada de lado, agora Dodge estava por cima.

 

“Perdeu garotinha”

Disse ele apontando a arma para Isa.

 

“Dodge, por favor, não.”

Suplicou Vitória ao chão, estava muito fraca, revirou os olhos e fechou, este era seu limite não podia lutar mais.

 

“Vitória!”

Isa correu e ajoelhou próximo a ela.

 

“Você é do bem?”

Perguntou Isa chorando.

 

“Eu tento.”

Disse a princesa de vestido preto dando seu ultimo suspiro.

 

Emocionado Dodge largou a arma dizendo uma palavra feia.

 

“Droga!”

 


 

20 | FELIZES PARA SEMPRE

 

[“Eu aceito”]

 

Os dois caídos ao chão levantaram-se estavam bem, mas.

 

“Vitória!”

Gritou Jack correndo ate ela.

 

“Você disse que cuidaria dela.”

Brigou Jack.

 

“E vou”

Dodge aproximou de Jack, pegou uma estaca ao chão e machucou o braço direito dele.

 

“Mas isto não depende só de min”

 


 

Agora que todos estavam acordados Vitória junto com Jack, explicou a situação.

 

“Os homens foram mortos, protegendo você dela, a bruxa”.

Iniciou Jack.

 

Isa lembrou-se de como eles, os índios, cuidaram dela, dando alimento e a treinando para se controlar, ensinaram o amor com a natureza e os animais. Lembrou-se também do enterro, lagrimas caíram dos seus olhos.

 

“Eles fizeram o melhor, a bruxa que esteve casada com seu pai durante estes ano tem uma grande sede por poder, ela sempre teve inveja da sua beleza.”

Continuou Vitória.

 

Novamente Isa lembrou-se da ideia que teve em congelar a bruxa junto com todos os destroços que ficaram ali, inclusive Alan que morreu tentando salva-la.

 

“O que não sabíamos é que esta bruxa original tem um poder magnifico e único neste mundo, podendo roubar a aparência de qualquer pessoa ela pode mentir sobre sua verdadeira identidade diversas vezes.”

Continuou Jack, Isa lembrou-se de quando mordeu a maca, viu que tanto Marlon quanto Vitória foram apenas imagens falsas da bruxa.

 

“Por fim lutamos, sobrevivemos e aprendemos.”

Finalizou Vitória.

 


 

“Eu aceito”

Disse Isa olhando nos fundos dos olhos de Marlon.

 

‘“Eu aceito”

Respondeu ele beijando-a.

 

“Assim eu os declaro marido e mulher”

Disse o padre.

 

“Só faltou três tigres para ficar perfeito”

Brincou Vitória, o príncipe Jack riu balançando a cabeça e Dodge que estava longe também riu ao escutar, deu uma piscada a Vitória, esta retribuiu. Tudo parecia estar muito bem, como em um conto uns felizes para sempre ao som de Bon Jovi living no o player.

 


 

EUA 28 de fevereiro de 2014

 

Um homem loiro acaba de desembarcar, assim como a mulher ruiva estava de óculos.

Uma musica tocava na estação do aeroporto, Bon Jovi.

 

“No meio de tanta neve você esqueceu-se de algo amor.”

Disse a ruiva tirando os óculos.

 

“O que?”

Perguntou o elegante homem loiro de terno também tirando os óculos.

 

“Eu sou quente”

Respondeu ela cochichando no ouvido dele. Colocou os óculos e saiu na frente.

 

“Senti saudades Jeanne”

Disse o homem.

 

“Seremos reis Alan”

Gritou ela entrando no carro e batendo a porta.

 

FIM


REFERENCIAS

 

K.F Livro 02, Cidade Para Vampiros, Isa. P.81